Quarta, 21 Novembro 2018 18:35

Sócio Remido - Aníbal Rodrigues Coelho

Nosso primeiro homenageado da série 
Sócios Remidos da ABDF

Aníbal Rodrigues Coelho 

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 Hoje tem textão, afinal tem muita história pra contar... o menino que queria ser padre e se tornou professor, bibliotecário, associativista, voluntariado, líder comunitário rural...

“Fiz-me salesiano e dediquei a vida inteira a lidar com crianças e jovens, sobretudo, pobres e abandonados, seguindo o espírito e os ensinamentos de Dom Bosco, o maior pedagogo e santo do século XIX e XX.”

Atualmente com 86 anos esse mineiro do município de Virginópolis foi um dos pioneiros da Biblioteconomia no DF, então vamos conhecer um pouco da instigante história de vida.Ao fim do grupo escolar os pais de Aníbal o doaram para os Salesianos de São João Del Rei e lá ele concluiu seus estudos básicos e superior em Filosofia e Pedagogia. Após sua formação atuou como professor em várias escolas salesianas nos estados do Brasil. No ano de 1950 entrou no curso de Teologia com a intenção de se tornar padre, mas no último ano abandonou o curso e como diz ele se tornou “irmão leigo e professor”. 

Em 1960 veio para Brasília trabalhar no colégio Dom Bosco e também atuou na UnB como secretário bilíngue, na Universidade ele conheceu a Biblioteconomia ...
Era o vestibular da primeira turma de Biblioteconomia e seu amigo padre José Vieira de Vasconcelos o aconselhou a fazer a prova de biblio e também o vestibular de direito. O professor Aníbal passou nos dois, e por influência do padre Vasconcelos optou pela nossa Biblioteconomia!
O professor era o único homem da turma e conta que ficou conhecido como “o bendito fruto entre as mulheres” e também “o maridinho delas”. 
Sabe quem mais estava nessa turma? A professora Maria Alice que foi contemplada no nosso post anterior do Quem é Quem: Bibliotecários do DF, e por sinal muitas informações dessa biografia do Aníbal foram retiradas do livro da professora que conta a história da primeira turma de biblio da UnB...
Após a conclusão do curso, Aníbal fez o concurso da Câmara dos Deputados e do Senado, passou nos dois e optou pela Câmara onde permaneceu até a sua aposentadoria na década de 90.
Outro querido nosso que também faz parte dessa história de Aníbal é o professor Murilo Bastos, eles se conheceram no colégio Dom Bosco, onde Murilo tomava conta da biblioteca sob a supervisão do padre Vasconcelos, assim Aníbal e o padre o influenciaram a fazer o curso de Biblioteconomia. Os dois no curso de biblio resolverem se inscrever na ABDF que havia sido fundada recentemente (1962) e assim começa a trajetória inspiradora de Aníbal Rodrigues em movimentos associativos e comunitários ... 
Durante sua atuação na ABDF (1971-1975) levou o nome e as atividades da ABDF por todo o Brasil conseguindo associados do norte ao sul do país; criou o Boletim Informativo, o folheto Rapidíssimas e a Editora ABDF que teve a sua primeira publicação de autoria do professor Emir Suaiden. Na gestão de Aníbal a ABDF iniciou a publicação da Revista de Biblioteconomia de Brasília que ficou mundialmente conhecida; iniciou a Feira do Livro de Brasília, e realizou o V Congresso Brasileiro de Biblioteconomia e Documentação (1975) que lhe rendeu a proclamação de Bibliotecário do ano de 1975, uma forma de reconhecimento da classe pelo evento realizado. O professor conta que com a renda obtida no congresso foi possível comprar a sede da ABDF, outras salas e ainda um terreno no Núcleo Rural Casa Grande, local em que foi feito o Clube Campestre dos Bibliotecários. 
De 1975 a 1986 fez parte do time da FEBAB como observador legislativo e conselheiro suplente.
Em 1975 deixou a presidência da ABDF para se envolver plenamente com o Movimento Casa Grande e o trabalho social. Conta que o movimento se tornou referência nacional, pois a partir dele a comunidade saiu da pobreza absoluta e analfabetismo, conseguiu realizar mutirões e parcerias que construíram escola, biblioteca, centro comunitário, unidade básica de saúde, instalação de energia elétrica, telefone, Centro Integrado de Tecnologia de Informação, asfalto e ainda praticamente erradicar o desemprego que havia em 1979. Ele se orgulha ao dizer que tudo o que existe no Núcleo Rural Casa Grande foi construído pelo esforço da própria comunidade. Também construíram a capela mais disputada pelas noivas brasilienses, Capela São de Assis.
Aníbal deixou a presidência do Movimento em 2010, mas mantendo-se vice-presidente, e dedicando-se ao projeto social “Domingos de lazer e diversões sadias” promovido para crianças e adolescentes com o intuito de combate às drogas. 
Por sua atuação social no Movimento Casa Grande e por sua atuação na ABDF o professor recebeu diversas homenagens como:
A da querida Iza Antunes pela ABDF disponível em: http://www.abdf.org.br/…/421-discurso-de-homenagem-a-anibal… 
Da Câmara Legislativa do DF em 2015 com moções de louvor pela relevante contribuição no âmbito educacional, devido a sua contribuição na implantação de muitas bibliotecas e espaços de leitura do DF. 
A Câmara Legislativa lhe homenageou em maio de 2017 no Dia Nacional do Líder Comunitário, pois o professor Aníbal é o mais antigo Líder Comunitário Rural do DF!!!
Nessa ocasião ele falou um pouco sobre a sua atuação na comunidade rural e sobre a inauguração do 1º Colégio Modelo Rural Integral do Brasil e do DF que será inaugurado em 21/04/2018. Não deixe de assistir: http://www2.camara.leg.br/atividade-legisla…/…/videoArquivo…

O professor diz que foi fiel aos “ensinamentos e pedagogia de Dom Bosco e aos objetivos da profissão que, de coração e alma, abraçamos: PROFESSOR BIBLIOTECÁRIO. ”

FONTE: https://www.facebook.com/BiblioDF/photos/a.277317569331883/382577112139261/?type=3