GLENDA MÁXIMO

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Segunda, 14 Janeiro 2019 16:46

Abdf divulga:

ABDF assinou 10/01/19 o Termo de Adesão à Cariniana - Rede Brasileira de Serviços de Preservação Digital.
Em reunião ontem com o Coordenador da Rede, Sr.Miguel Ángel Márdero Arellano aderimos à rede e conversamos sobre parcerias para o ano de 2019 sempre acreditando que #juntosomosmaisfortes e apoiando as boas iniciativas do Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia - IBICT
Uma curiosidade: vocês sabiam que o nome Cariniana remete ao nome científico de árvores de madeira de construção do Brasil como o Jequitibá Rosa? Tudo a ver com a Rede, não é? #abdf #2019#ibict #cariniana #biblioteconomia #bibliotecas
 — em Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia - IBICT.

CORDÉLIA ROBALINHO DE OLIVEIRA CAVALCANTI (1920-2017)

A professora Cordélia Robalinho de Oliveira Cavalcanti nasceu em Palmares, Pernambuco, no dia 11 de janeiro de 1920, e faleceu no Recife, no dia 5 de abril de 2017. Em 1948 ingressou no curso de biblioteconomia organizado por José Césio Regueira Costa, na Diretoria de Documentação e Cultura da Prefeitura Municipal do Recife, e dirigido por Edson Nery da Fonseca. Esse curso foi absorvido, em 1950 pela Universidade do Recife, posteriormente Universidade Federal de Pernambuco. Formou-se em 1949.
Sua carreira profissional foi marcada por expressivas realizações: na biblioteca da Faculdade de Direito da Universidade do Recife, de cuja reforma participou; na Universidade Federal de Pernambuco, onde organizou e chefiou o Serviço Central de Bibliotecas; na Universidade de Brasília e na Câmara dos Deputados. Mudou-se para Brasília em 1963, para trabalhar na Biblioteca Central da Universidade de Brasília. Na UnB ajudou a fundar o curso de Biblioteconomia, em que lecionou até se aposentar. 
Em 1964, assumiu, por concurso público, o cargo de bibliotecária da Câmara dos Deputados onde chegou a exercer a função de diretora da Biblioteca e posteriormente de diretora do Centro de Documentação e Informação, cargo em que se aposentou.
Incentivou a criação da Comissão de Publicações Oficiais Brasileiras (CPOB) que funcionou de 1975 a 1991. Em 1975 colaborou com a implantação do Departamento de Documentação do Centro Nacional de Referência Cultural.
Na área de ensino, participou, em 1950, do grupo fundador do curso de biblioteconomia da Universidade do Recife, na companhia de Edson Nery da Fonseca, Milton Mello, Myriam Gusmão Martins, Orlando da Costa Ferreira e Costa Porto. Participou da comissão criada pelo Ministério da Educação e Cultura para a realização de estudos relativos ao currículo mínimo de biblioteconomia. Especialista em catalogação e indexação, cedo se interessou pelas questões ligadas à automação de bibliotecas, tanto na docência quanto na sua aplicação na Biblioteca da Câmara dos Deputados. Foi a pioneira na introdução na Universidade de Brasília, em 1966, da disciplina Mecanização e Automação de Bibliotecas. Dedicou-se à docência por cerca de 50 anos.
Colaborou na organização do 1º Congresso Brasileiro de Biblioteconomia, realizado no Recife, em 1954. Teve intensa participação na Comissão de Documentação da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), na Comissão Nacional do Catálogo Coletivo, e na de Classificação Decimal Universal, do antigo Instituto Brasileiro de Bibliografia e Documentação (IBBD). Fez parte atuante do movimento associativo e também foi membro da primeira diretoria do Conselho Federal de Biblioteconomia (1966-1969) e da Associação dos Bibliotecários do Distrito Federal (ABDF).
Deixou um importante legado de trabalhos publicados, com destaque para seu manual Catalogação simplificada, de 1970, e outros dois sobre indexação e tesauros (1977, 1978). Aberta aos novos tempos e às mudanças, produziu, em 1996, um percuciente estudo de revisão bibliográfica sobre a evolução e os avanços da biblioteconomia até a ciência da informação: Da Alexandria do Egito à Alexandria do espaço. A partir de 1980, dedicou-se, junto com Murilo Bastos da Cunha, ao ambicioso trabalho de pesquisa para a redação de um dicionário de biblioteconomia. Em 1995, voltou ao Recife por causa de problemas de saúde e coube ao seu diligente colaborador terminar a obra que acabou sendo publicada em 2008 com o título de Dicionário de biblioteconomia e arquivologia.
Sua trajetória de vida foi marcada pelo estrito respeito à vocação e aos princípios que devem nortear o trabalho do servidor público.

O Dia da Justiça, comemorado em 8 de dezembro, é uma homenagem a todos os profissionais que atuam para o cumprimento da Justiça no País. A data foi criada pelo Decreto-Lei nº 8.292, de 5 de dezembro de 1945, mas comemorada pela primeira vez em 1950.

Neste dia, o Grupo de Informação e Documentação Jurídicas do Distrito Federal (GIDJ-DF) inicia sua participação nas redes sociais, Facebook e Instagram. O Grupo, instituído pela Associação dos Bibliotecários e Profissionais da Ciência da Informação do Distrito Federal, em 12 de março de 2018, assume seu papel de líder institucional nas áreas de Informação e Documentação Jurídicas do DF.

As ações do GIDJ-DF procuram fortalecer as bibliotecas jurídicas, especialmente do DF, por meio do aprimoramento e criação de serviços de informação, que poderão colaborar com o trabalho desenvolvido pelos profissionais responsáveis em fazer cumprir a Justiça no Brasil.

No primeiro ano de atuação do GIDJ-DF, foram desenvolvidas as ações de criação da logomarca; elaboração do plano de marketing; e criação da página do Grupo no Facebook e no Instagram. Além disso, estão em andamento as seguintes atividades:

  • Criação do site do Grupo;
  • Estudo e definição do perfil e da formação necessária para o bibliotecário jurídico;
  • Definição de requisitos mínimos para as bases de dados jurídicas;
  • Criação do banco de talentos: mapeamento de competências e habilidades dos membros do Grupo.

Não deixe de curtir as páginas do Grupo no:

facegidj  instagidj

Participe do GIDJ-DF! Acesse o link e faça sua inscrição.

            

 

Sexta, 30 Novembro 2018 15:37

Bibliofest 2018

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Sexta, 30 Novembro 2018 14:10

Sócio Remido - Briquet de Lemos

E lá vem textão de novo! Para fechar o mês violeta, vamos contar um pouco da história de um grande personagem da biblio, professor, bibliotecário, pai de rockeiros da banda Capital Inicial, tradutor, livreiro e editor de livros que tem a editora com o seu nome... E com certeza estamos falando de 

Antônio Agenor Briquet de Lemos

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Nascido em Teresina-PI, em 15 de novembro de 1937, o professor Briquet veio para Brasília em 1968, onde iniciou seu trabalho na UnB, mas antes de conhecermos sua trajetória profissional, vamos descobrir como foi que ele chegou até a Biblioteconomia...
O pai de Briquet foi jornalista e tinha uma tipografia na cidade de Teresina, então o professor já nasceu rodeado de informação, ele conta que “antes de ir para escola já sabia montar uma chapa, compor com tipos na tipografia do meu pai” e que quando tinha em torno de 9 a 10 anos criou uma tipografia para ele brincar e fazia literatura de cordel. Mudou-se para o Rio de Janeiro aos 12 anos, e em 1953, aos 15 anos, teve o seu primeiro contato com uma biblioteca, ele foi trabalhar de office boy na biblioteca do Hospital dos Servidores do Estado do Rio de Janeiro. Trabalhou durante 8 anos lá e a bibliotecária do hospital o sugeriu que fizesse o vestibular de biblio na Biblioteca Nacional-BN mesmo sem ter terminado o 2º grau, pois naquele tempo a BN permitia que fizesse o vestibular, desde que a pessoa já trabalhasse em biblioteca, o que era o caso do professor Briquet, assim ele passou no vestibular e começa sua trajetória na Biblioteconomia... 
Em 1957 recebeu os dois diplomas: bacharel em Biblioteconomia e do 2º grau. Mesmo formado o professor tentou outras profissões, pois não havia concurso para bibliotecário e não tinha certeza se queria seguir nessa profissão, assim pensou em ser diplomata, mas foi reprovado na prova do Instituto Rio Branco, então tentou o vestibular para Ciências Sociais na Faculdade de Filosofia e Centros de Letras do Estado do Rio de Janeiro, atual UERJ, ele passou e fez 2 anos do curso, porém desistiu e passou no processo seletivo para bibliotecário no Centro Pan-americano de Febre Aftosa em 1961. Assim seu primeiro trabalho após o diploma foi nessa biblioteca especializada atuando como bibliotecário e editor ajudando nas publicações do Centro de Febre Aftosa. 
Durante o seu curso na BN Briquet conheceu sua esposa Lúcia que também fazia o curso, os dois se casaram em 1960, e o professor conta que esse seu primeiro trabalho como bibliotecário veio no momento certo, pois o salário era muito bom. Os dois tiveram 3 filhos, dois meninos e uma menina. Os meninos fazem parte da banda Capital Inicial, Felipe Lemos (baterista), e Flávio Lemos (baixista). O professor morou no RJ até os 30 anos. 
Mudou-se para Brasília em 1968 a convite de Edson Nery da Fonseca para atuar como professor na UnB, onde ministrou a matéria de Introdução à Biblioteconomia. O professor conta que “por duas vezes a Universidade de Brasília concedeu-me licença para trabalhar em outros órgãos, primeiro, no Ministério da Saúde, com a finalidade de organizar seu Centro de Documentação. Depois, no Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT), para ser seu diretor.” Em 1976 foi para Londres fazer seu mestrado. 
Em 1989 o professor recebe o convite para ser diretor da Editora da UnB e lá permanece até sua aposentadoria em 1993. Além de bibliotecário e professor, Briquet também foi jornalista do Jornal do Brasil por um curto período. 
Assim que se aposentou o professor e sua esposa fundaram a editora Briquet de Lemos que posteriormente se transformou também em livraria. Em 2017 a editora Briquet de Lemos completa 24 anos.
A editora se especializou em biblioteconomia, ciência da informação e arquivologia, traduzindo e publicando importantes obras para nossa área. Briquet diz que "como professor, tinha sofrido na pele a carência enorme de bibliografia em português na área a que dediquei a minha vida. Então, decidi que faria meu caminho por aí." E fez muito bem! Pois traduziu excelentes obras para nosso idioma contribuindo com o acesso ao conteúdo aos estudantes e profissionais. 
A livraria se especializou no segmento das artes, e posteriormente em arquitetura, fotografia, design, gastronomia e culinária. Ele conta que a livraria teve repercussão após a participação em um estande na feira do livro de Brasília no ano de 1995. E por falar em Feira do livro, você sabia que a ideia de fazer a feira na área externa do Pátio Brasil foi do professor Briquet?! Pois é, ele pensou que lá seria um local de fácil acesso ao público, assim os organizadores concordaram com a ideia. 
E por falar em livros... o professor conta que suas primeiras lembranças de leitura são de um livro infantil que contava a história do touro Ferdinando, do autor norte-americano Munro Leaf; conta que adora literatura policial, e que faz leitura de autores como o russo Dostoiévski, os franceses Balzac e Stendhal, mas aquele que sempre tem retorno garantido a sua mesa de cabeceira é Machado de Assis.
Briquet participou da fundação da Associação Brasileira de Profissionais da Informação- ABRAINFO no ano de 2012 ocupando a função de Presidente do Conselho Deliberativo, e desde 2013 exerce a função de membro do conselho deliberativo. 
Finalizamos com a fala de Moreno Barros no Bibliocamp 2015 em que diz: 
“Antônio Agenor Briquet de Lemos tem umas das carreiras mais bonitas e completas da biblioteconomia brasileira. O homem certo, no lugar certo, já fez de tudo nessa vida: bibliotecário, professor, diretor, presidente, fundador, editor, livreiro, pai de rockeiro.”
Briquet já concedeu diversas entrevistas que demonstram sua larga experiência, simplicidade e pensamentos críticos que nos fazem refletir sobre vários aspectos da Biblio, seguem alguns dos links para quem tiver curiosidade... 

http://biblioo.cartacapital.com.br/briquet-de-lemos-2/ 

https://www.bu.ufmg.br/bu/index.php/noticiais/1044-entrevista-colaborativa-com-antonio-agenor-briquet-de-lemos-19112014 

http://blog.crb6.org.br/artigos-materias-e-entrevistas/briquet-de-lemos-da-entrevista-ao-blog-cacadores-de-bibliotecas/ 

http://signodalua.blogspot.com.br/2011/02/reportagem-com-birquet-lemos.html 

https://bsf.org.br/2015/07/26/briquet-de-lemos-em-em-sua-felicidade-clandestina/ 

https://projetolupa.com/feed/briquet-de-lemos-

Briquet de Lemos é um dos Sócios-Remidos daAbdf Bsb

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