Ao findar o ano de 2010 leio duas, matérias, em dois grandes jornais, que falam em educação e sua importância para a sociedade do conhecimento. Sociedade que exige dos profissionais cada vez mais idéias e participação efetiva nas organizações. Portanto, requer, desses profissionais, uma boa formação educacional. Em uma das matéria é citado o Manifesto dos Pioneiros. Na outra cita declarações do inventor do computador pessoal e cofundador da Apple, Steve Wozniak, que considera os bons professores e as boas escolas como responsáveis pelo progresso humano. Fiquei curiosa sobre o Manifesto. E como ainda não tinha lido fui procurá-lo para tomar conhecimento do que se tratava. Trata-se do Manifesto dos Pioneiros da Educação Nova, assinado por personalidades como Anísio Teixeira, Cecília Meirelles, Roquete Pinto, Fernando de Azevedo e outros, no ano de 1932. Leio a primeira frase: "Na hierarquia dos problemas nacionais, nenhum sobreleva em importância e gravidade ao da educação." Impressionante, parece que foi escrito hoje! E continuo lendo: "Todos os professores, de todos os graus, cuja preparação geral se adquirirá nos estabelecimentos de ensino secundário, devem no entanto, formar o seu espírito pedagógico, conjuntamente, nos cursos universitários, em faculdade ou escolas normais, elevadas ao nível superior e incorporadas às universidades". Este documento tem apenas 78 anos. Ali estão as idéias do ensino integral, da melhor formação dos professores, do conceito de escola como instituição social integrada a vida da comunidade e trabalhando com ela. Como nossos presidentes, governadores e prefeitos não conseguem colocar em prática as idéias do Manifesto dos Pioneiros que se implementado, sem dúvida, colocaria o Brasil em melhores índices educacionais perante o mundo? Em Brasília, Anísio Teixeira tentou dar à Capital do Brasil um sistema educacional modelar. Propôs no Plano Educacional de Brasília em 1950 a idéia das Escolas-Classe e Escolas-Parque. Essas escolas, em tempo integral, ofereceriam uma educação inovadora, com vários setores: Setor Trabalho; Setor de Educação Física e Recreação; Setor Socializante; Setor Artístico e Setor de Extensão Cultural e Biblioteca. Neste último os alunos desenvolveriam a leitura, o estudo e a pesquisa. Que maravilha! Seguindo este modelo, sem dúvida, a escola em tempo integral, faz sentido. Mas, deixar alunos o dia inteiro na Escola sem ter se quer uma biblioteca com livros atualizados, espaço confortável, pessoal qualificado e atividades culturais, como é o caso da maior parte das Escolas públicas do DF, não vai levar à Educação que queremos para as nossas crianças e adolescentes.     


Iza Antunes Araujo - CRB1-079
Presidente da ABDF
A 29ª Feira do Livro de Brasília terminou! Foi uma Feira diferente das outras. Contou com a determinação e a vontade de realizá-la de um grupo de jovens entusiasmados, com muita vontade de acertar e que a cada obstáculo não se deixou vencer. O desafio de organizar e realizar a 29ª Feira do Livro de Brasília, no ano em que nossa Capital completa 50 anos foi vencido. As parcerias da FBN/BDB, MDA/Arca das Letras, SCGDF/Mala do Livro, MINC/PNLL/ FNDE, Biccateca, Movimento Maria Cláudia pela Paz, Corpo Diplomático de Brasília e os patrocínios da Sec. de Cultura, Educação e Turismo do GDF e da Petrobrás foram fundamentais para que a Feira acontecesse. O Espaço do Leitor, novidade da 29ª Feira do Livro de Brasília, foi bastante apreciado. Ouvi de um visitante: "Não consigo ver uma Feira do Livro sem um espaço para a leitura. Gostei da novidade." Só mesmo com muito amor e dedicação foi possível organizar uma Feira do Livro em 45 dias. Dias de angústia, preocupação, mas a determinação falou mais alto: vamos fazer acontecer a Feira do Livro/2010. A ABDF como criadora da Feira, tendo planejado, organizado e executado a 1ª Feira do Livro, em outubro de 1982, durante as comemorações dos seus 20 anos de existência, não podia permitir que a Feira não acontecesse. E junto com a Câmara do Livro de Brasília se responsabilizou pela 2ª Feira do Livro de Brasília. Agora é trabalhar no relatório da Feira e prestar contas.  

Iza Antunes Araujo - CRB1-079
Presidente da ABDF
O II Seminário Nacional de Documentação e Informação Jurídicas, promovido pela ABDF, nos dias 13, 14 e 15 de setembro de 2010, com o apoio institucional do Senado Federal, Conselho de Justiça, Superior Tribunal de Justiça, Conselho Regional de Biblioteconomia 1ª Região, Faculdade de Ciência da Informação/UnB foi sensacional! Casa lotada. Cursos lotados. A bibliotecária Edilenice, associada da ABDF, referência na área da Biblioteconomia Jurídica, presidente da comissão organizadora do evento, homenageou a primeira bibliotecária que se inscreveu no evento, do Estado de MG. Fez uma doação de seu livro "Fontes de informação para pesquisa em direito" (Ed. Briquet de Lemos) para a colega. Sem dúvida, foi uma homenagem a todos os bibliotecários que se empenharam, acima de tudo para melhorar, se atualizar e aprender. Duas colegas Lúcia Villar Lemos e Maria Eliza Loddo, aposentadas do Senado Federal, foram homenageadas e tiveram o reconhecimento do seus trabalhos pela contribuição dada a Biblioteca do Senado criando as bases de dados jurídicas, serviços e produtos da maior importância para os usuários da informação jurídica no Brasil. 16 Estados participaram do evento. Foram apresentados excelentes trabalhos. Com poucos recursos e poucos voluntários conseguimos realizar um evento com qualidade. Sem dúvida, as parcerias que conseguimos, as salas para os cursos, da Faculdade de Ciência da Informação/UnB, e o auditório e todo o apoio do Tribunal de Justiça do DF e Territórios, foi fundamental para o sucesso do evento. Contamos com voluntários, bibliotecários e estudantes de Biblioteconomia, que valeram por dois. Com determinação, comprometimento e vontade de fazer realizamos um evento que foi bastante elogiado, pelos participantes, pelos parceiros e pelos patrocinadores. Agora vamos nos preparar para 2012 quando realizaremos o III SNDIJ, no ano das bodas de prata da ABDF, 50 anos de criação.
A Biblioteca Demonstrativa de Brasília - BDB realiza mais um projeto de sucesso. Atendendo ao público dos mais vividos está oferendo cursos de Noções do uso do computador e Aprendendo a usar a internet. Uma turma de 10 alunos já se formou e mais três turmas estão programadas até o mês de novembro. É a biblioteca pública viva, fazendo parte da vida dos cidadãos. Aliás o público dos mais vividos não é muito lembrado nas nossas bibliotecas públicas. Belo exemplo que a BDB dá. Os alunos da primeira turma, que se formou no mês de agosto, saiu sabendo criar e enviar e-mails, fotografias, criando blogs e outros recursos que o uso do computador e da internet nos propicia. Pena que a BDB só possa disponibilizar 10 computadores. A procura dos cursos foi grande. A satisfação dos que se formaram foi aquela de estarem inseridos no mundo virtual. Maravilha!

Iza Antunes Araujo - CRB1-079
Presidente da ABDF
sociedade do conhecimento é caracterizada como aquela cujo desenvolvimento se realiza pelo valor do conhecimento e pelos saberes dos profissionais.
A ABDF está oferecendo uma boa oportunidade para que os profissionais bibliotecários, especialmente aqueles que trabalham com a documentação e a informação jurídica, possam compartilhar suas experiências e saberes. Sem dúvida, uma das maiores dificuldades é o compartilhamento de conhecimento que está retido nas pessoas. O II SNDIJ quer proporcionar essa troca de saberes. Quer informar o que de mais atual está sendo feito nesta área. Os serviços novos que estão sendo criados, produtos inovadores na transmissão e comunicação da informação jurídica e o resgate da memória das fontes de informação jurídica. Por outro lado, o II SNDIJ está também propiciando a criação de novos conhecimentos oferecendo cursos com especialistas competentes. Os cursos são livres, não dependendo da inscrição no II SNDIJ. O custo para participar do Seminário e dos cursos é extremamente acessível a qualquer profissional. Um dos principais sintomas de obsolencia em qualquer instituição é a falta de interesse das pessoas em se atualizarem e desejarem trocar suas experiências com outras pessoas. Não podemos como profissionais da informação parar de querer aprender.        

Iza Antunes Araujo - CRB1-079
Presidente da ABDF
Caros colegas , foi um sucesso o curso Excelência no atendimento em bibliotecas dado pela Fernanda Nahuz, nossa 1ª secretária, no sábado, dia 26/6, na sede da ABDF. O público não foi grande uma turma de 7 alunos, esperavamos 10, mas na última hora três faltaram. A avaliação pelos alunos foi muito boa. Segundo depoimentos deles esperavam mais um curso para colocar no currículo, mais a realidade foi outra. Tiveram oportunidade de reconhecer seus erros, ou hábitos adquiridos, interagiram muito. Vamos nos preparar para formar mais turmas para este curso. Penso que é uma necessidade muito grande formar bons atendentes em biblioteca, área de contato direto com a clientela da biblioteca que forma, sem dúvida, a imagem da biblioteca e da qualidade dos seus serviços prestados. Aqueles que sentirem a necessidade de treinar suas equipes, isto é, que a ABDF forme turmas exclusivas entrem em contato com o setor de recursos ou treinamento de pessoal de seus órgãos ou instituições que vamos preparar proposta. O curso pode ser dado em dois dias de 4 horas , ou como foi dado na abdf, um dia inteiro, num fim de semana ou durante a semana de trabalho. Agradeço de coração a Luciana por mais este sucesso da ABDF. Iza
Além da perda de muitas vidas as últimas chuvas nos Estados de Alagoas e Pernambuco também atingiram o patrimônio cultural destes Estados. No caso das bibliotecas e dos arquivos públicos houve uma perda muito grande de documentos. Bibliotecários alagoanos estão se movimentando para estabelecer providências urgentes no resgate desses documentos e dar proteção ao que sobrou do desastre natural. Lembro bem que ouvi falar pela primeira vez da preocupação com o resgate e proteção da herança cultural dos países durante o XXII CBBD, que aconteceu em Brasília, em julho de 2007. Durante uma Sessão Especial do XXII CBBD o Comitê Brasileiro do Escudo Azul foi discutido e dado conhecimento aos bibliotecários. O comitê brasileiro é a repercussão do Protocolo aprovado em 1999, promovido pela UNESCO criando o Comitê Internacional Escudo Azul (Blue Shield). A FEBAB e o CFB são membros fundadores do Comitê Brasileiro Escudo Azul que tem como coordenadora a bibliotecária Célia Ribeiro Zaher. Nunca o assunto foi tão importante. As chuvas já causaram perda de bibliotecas e arquivos em vários Estados brasileiros, por conta de desastres naturais. É preciso nos mobilizarmos para que os comitês regionais se instalem e que, nós bibliotecários, possamos nos tornar voluntários para ajudar o Brasil a não perder a sua memória documental. Mais informações sobre o assunto podem ser encontradas no site: www.escudoazul.arquivonacional.gov.br

Dois assuntos da maior pertinência para nós bibliotecários o Marco Civil da Internet e a Lei dos Direitos Autorais. Ambos são alvo de anteprojetos que, no primeiro caso tenta regular e estabelecer regras para o uso da Grande Rede no país (www), no segundo caso a Lei dos Direitos Autorais, que é de 1998, quando a tecnologia ainda estava iniciando índices de popularidade. Não se falava em e-book, e-readers. Não se falava em arquivos digitais. Para aqueles que querem conhecer mais sobre o Marco Civil da Internet. Recomendo assistir amanhã dia 8/6/2010, às 23h na TVBrasil o debate da minuta de anteprojeto proposta pela Secretaria de Assuntos Legislativos do Ministério da Justiça, já que o prazo para a participação popular terminou no dia 30/5/2010. Mas, cerca de 40 mil pessoas deram sua contribuição desde os meados do mês de abril e elas serão levadas em consideração.

Quanto a reforma da Lei dos Direitos Autorais, assunto que é de interesse para nós, pois afeta nossos leitores devemos ficar atentos. Dentro de duas semanas, segundo matéria do Correio Braziliense de hoje, dia 7/6/2010, no caderno Diversão e Arte, o Ministério da Cultura (MinC) estará colocando na sua página na internet o anteprojeto para conhecimento e sugestões. A Lei foi tema de uma palestra no Bibliotemas, do STJ em 2009, quando a Coordenadora dos Laboratórios de Metodologia de Tratamento e Dissiminação da Informação do IBICT, Bianca Amaro, alertou os bibliotecários no sentido de que participassem das discussões. Duas das propostas previstas: 1) Tirar da ilegalidade o consumidor que adquirir arquivos digitais de forma legal e inseri-los em equipamentos de MP3; 2) Autorizar a fotocópia de livros para fins educacionais, sociais e não econômicos, nos dizem respeito. Iza/ABDF

Maravilha! Maravilha! Valeu o empenho do CFB e a união da classe. Havendo união e empenho tudo se consegue. Concordo com Sigrid a luta ainda não terminou. Estou disposta a continuar unindo esforços. As crianças do Brasil, futuro desta nação, terão como se tornar indivíduos independentes, pensantes e criativos. Vamos fazer da BIBLIOTECA ESCOLAR o instrumento ideal para isto. Iza/ABDF
Esta cidade está no meu coração. Estou feliz por viver em Brasília cidade que escolhi para educar meus filhos. E agora é com carinho que vejo meus netos brasilienses crescerem. Parabéns a todos que aqui chegaram e que aqui nasceram. Iza
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