O II Seminário Nacional de Documentação e Informação Jurídicas, promovido pela ABDF, nos dias 13, 14 e 15 de setembro de 2010, com o apoio institucional do Senado Federal, Conselho de Justiça, Superior Tribunal de Justiça, Conselho Regional de Biblioteconomia 1ª Região, Faculdade de Ciência da Informação/UnB foi sensacional! Casa lotada. Cursos lotados. A bibliotecária Edilenice, associada da ABDF, referência na área da Biblioteconomia Jurídica, presidente da comissão organizadora do evento, homenageou a primeira bibliotecária que se inscreveu no evento, do Estado de MG. Fez uma doação de seu livro "Fontes de informação para pesquisa em direito" (Ed. Briquet de Lemos) para a colega. Sem dúvida, foi uma homenagem a todos os bibliotecários que se empenharam, acima de tudo para melhorar, se atualizar e aprender. Duas colegas Lúcia Villar Lemos e Maria Eliza Loddo, aposentadas do Senado Federal, foram homenageadas e tiveram o reconhecimento do seus trabalhos pela contribuição dada a Biblioteca do Senado criando as bases de dados jurídicas, serviços e produtos da maior importância para os usuários da informação jurídica no Brasil. 16 Estados participaram do evento. Foram apresentados excelentes trabalhos. Com poucos recursos e poucos voluntários conseguimos realizar um evento com qualidade. Sem dúvida, as parcerias que conseguimos, as salas para os cursos, da Faculdade de Ciência da Informação/UnB, e o auditório e todo o apoio do Tribunal de Justiça do DF e Territórios, foi fundamental para o sucesso do evento. Contamos com voluntários, bibliotecários e estudantes de Biblioteconomia, que valeram por dois. Com determinação, comprometimento e vontade de fazer realizamos um evento que foi bastante elogiado, pelos participantes, pelos parceiros e pelos patrocinadores. Agora vamos nos preparar para 2012 quando realizaremos o III SNDIJ, no ano das bodas de prata da ABDF, 50 anos de criação.
A Biblioteca Demonstrativa de Brasília - BDB realiza mais um projeto de sucesso. Atendendo ao público dos mais vividos está oferendo cursos de Noções do uso do computador e Aprendendo a usar a internet. Uma turma de 10 alunos já se formou e mais três turmas estão programadas até o mês de novembro. É a biblioteca pública viva, fazendo parte da vida dos cidadãos. Aliás o público dos mais vividos não é muito lembrado nas nossas bibliotecas públicas. Belo exemplo que a BDB dá. Os alunos da primeira turma, que se formou no mês de agosto, saiu sabendo criar e enviar e-mails, fotografias, criando blogs e outros recursos que o uso do computador e da internet nos propicia. Pena que a BDB só possa disponibilizar 10 computadores. A procura dos cursos foi grande. A satisfação dos que se formaram foi aquela de estarem inseridos no mundo virtual. Maravilha!

Iza Antunes Araujo - CRB1-079
Presidente da ABDF
sociedade do conhecimento é caracterizada como aquela cujo desenvolvimento se realiza pelo valor do conhecimento e pelos saberes dos profissionais.
A ABDF está oferecendo uma boa oportunidade para que os profissionais bibliotecários, especialmente aqueles que trabalham com a documentação e a informação jurídica, possam compartilhar suas experiências e saberes. Sem dúvida, uma das maiores dificuldades é o compartilhamento de conhecimento que está retido nas pessoas. O II SNDIJ quer proporcionar essa troca de saberes. Quer informar o que de mais atual está sendo feito nesta área. Os serviços novos que estão sendo criados, produtos inovadores na transmissão e comunicação da informação jurídica e o resgate da memória das fontes de informação jurídica. Por outro lado, o II SNDIJ está também propiciando a criação de novos conhecimentos oferecendo cursos com especialistas competentes. Os cursos são livres, não dependendo da inscrição no II SNDIJ. O custo para participar do Seminário e dos cursos é extremamente acessível a qualquer profissional. Um dos principais sintomas de obsolencia em qualquer instituição é a falta de interesse das pessoas em se atualizarem e desejarem trocar suas experiências com outras pessoas. Não podemos como profissionais da informação parar de querer aprender.        

Iza Antunes Araujo - CRB1-079
Presidente da ABDF
Caros colegas , foi um sucesso o curso Excelência no atendimento em bibliotecas dado pela Fernanda Nahuz, nossa 1ª secretária, no sábado, dia 26/6, na sede da ABDF. O público não foi grande uma turma de 7 alunos, esperavamos 10, mas na última hora três faltaram. A avaliação pelos alunos foi muito boa. Segundo depoimentos deles esperavam mais um curso para colocar no currículo, mais a realidade foi outra. Tiveram oportunidade de reconhecer seus erros, ou hábitos adquiridos, interagiram muito. Vamos nos preparar para formar mais turmas para este curso. Penso que é uma necessidade muito grande formar bons atendentes em biblioteca, área de contato direto com a clientela da biblioteca que forma, sem dúvida, a imagem da biblioteca e da qualidade dos seus serviços prestados. Aqueles que sentirem a necessidade de treinar suas equipes, isto é, que a ABDF forme turmas exclusivas entrem em contato com o setor de recursos ou treinamento de pessoal de seus órgãos ou instituições que vamos preparar proposta. O curso pode ser dado em dois dias de 4 horas , ou como foi dado na abdf, um dia inteiro, num fim de semana ou durante a semana de trabalho. Agradeço de coração a Luciana por mais este sucesso da ABDF. Iza
Além da perda de muitas vidas as últimas chuvas nos Estados de Alagoas e Pernambuco também atingiram o patrimônio cultural destes Estados. No caso das bibliotecas e dos arquivos públicos houve uma perda muito grande de documentos. Bibliotecários alagoanos estão se movimentando para estabelecer providências urgentes no resgate desses documentos e dar proteção ao que sobrou do desastre natural. Lembro bem que ouvi falar pela primeira vez da preocupação com o resgate e proteção da herança cultural dos países durante o XXII CBBD, que aconteceu em Brasília, em julho de 2007. Durante uma Sessão Especial do XXII CBBD o Comitê Brasileiro do Escudo Azul foi discutido e dado conhecimento aos bibliotecários. O comitê brasileiro é a repercussão do Protocolo aprovado em 1999, promovido pela UNESCO criando o Comitê Internacional Escudo Azul (Blue Shield). A FEBAB e o CFB são membros fundadores do Comitê Brasileiro Escudo Azul que tem como coordenadora a bibliotecária Célia Ribeiro Zaher. Nunca o assunto foi tão importante. As chuvas já causaram perda de bibliotecas e arquivos em vários Estados brasileiros, por conta de desastres naturais. É preciso nos mobilizarmos para que os comitês regionais se instalem e que, nós bibliotecários, possamos nos tornar voluntários para ajudar o Brasil a não perder a sua memória documental. Mais informações sobre o assunto podem ser encontradas no site: www.escudoazul.arquivonacional.gov.br

Dois assuntos da maior pertinência para nós bibliotecários o Marco Civil da Internet e a Lei dos Direitos Autorais. Ambos são alvo de anteprojetos que, no primeiro caso tenta regular e estabelecer regras para o uso da Grande Rede no país (www), no segundo caso a Lei dos Direitos Autorais, que é de 1998, quando a tecnologia ainda estava iniciando índices de popularidade. Não se falava em e-book, e-readers. Não se falava em arquivos digitais. Para aqueles que querem conhecer mais sobre o Marco Civil da Internet. Recomendo assistir amanhã dia 8/6/2010, às 23h na TVBrasil o debate da minuta de anteprojeto proposta pela Secretaria de Assuntos Legislativos do Ministério da Justiça, já que o prazo para a participação popular terminou no dia 30/5/2010. Mas, cerca de 40 mil pessoas deram sua contribuição desde os meados do mês de abril e elas serão levadas em consideração.

Quanto a reforma da Lei dos Direitos Autorais, assunto que é de interesse para nós, pois afeta nossos leitores devemos ficar atentos. Dentro de duas semanas, segundo matéria do Correio Braziliense de hoje, dia 7/6/2010, no caderno Diversão e Arte, o Ministério da Cultura (MinC) estará colocando na sua página na internet o anteprojeto para conhecimento e sugestões. A Lei foi tema de uma palestra no Bibliotemas, do STJ em 2009, quando a Coordenadora dos Laboratórios de Metodologia de Tratamento e Dissiminação da Informação do IBICT, Bianca Amaro, alertou os bibliotecários no sentido de que participassem das discussões. Duas das propostas previstas: 1) Tirar da ilegalidade o consumidor que adquirir arquivos digitais de forma legal e inseri-los em equipamentos de MP3; 2) Autorizar a fotocópia de livros para fins educacionais, sociais e não econômicos, nos dizem respeito. Iza/ABDF

Maravilha! Maravilha! Valeu o empenho do CFB e a união da classe. Havendo união e empenho tudo se consegue. Concordo com Sigrid a luta ainda não terminou. Estou disposta a continuar unindo esforços. As crianças do Brasil, futuro desta nação, terão como se tornar indivíduos independentes, pensantes e criativos. Vamos fazer da BIBLIOTECA ESCOLAR o instrumento ideal para isto. Iza/ABDF
Esta cidade está no meu coração. Estou feliz por viver em Brasília cidade que escolhi para educar meus filhos. E agora é com carinho que vejo meus netos brasilienses crescerem. Parabéns a todos que aqui chegaram e que aqui nasceram. Iza

Relato de uma bibliotecária recebido por email. Os nomes foram omitidos...

"Ao C.R.B. e A.B.C.

Gostaria que fizessem uso do fato que ocorre nesta cidade para que sirva de alerta.
Há 30 anos sou funcionária do estado,com o cargo de assistente de biblioteca,que me levou a fazer o Curso de Biblioteconomia para transformar o cargo,mas infelizmente a educação não foi contemplada por esta lei que existia.
Aos poucos, fui percebendo,que a biblioteca escolar,mudou de nome para sala de leitura e agora multimeios.Notei que havia regente professora e apoio, professora...isto me incomodava,mas dava para continuar,já que estas pessoas faltava, poucos anos para se aposentar.
Agora,nesta gestão,se coloca a sala de mutimeios como um hospital,dentro da escola para professores readaptados ou
aqueles que possuem aversão a sala de aula.Detalhe,a regente de multimeios,não tem função readaptada,é apenas uma professora que ganha uma boa gratificação.
Isto tudo fere a nossa constituição e desfavorece nossa classe.Pergunto,como pode dentro da educação não ter a função de bibliotecário?Qual professor sabe classificar,informar,indexar,catalogar...????Além disso,há ainda o detalhe à questionar; se esse pessoal de multimeios sabe interagir com o aluno e se conhece pelo menos cinco livros de literatura brasileira?
Conheci várias professoras lotadas no multimeios,com objetivos similares:mostrar serviço.Como?Colando livros,passando fita gomada,durex,cola...e ainda tem aquela mais audaciosa,que até tentam classificar pela ficha catalográfica,muitas vezes,como sabemos,estão incorretas.
Mas também ainda esbarrei com uma regente,que retirou minha classificação nas estiquetas e classificou todos os livros de literatura(romances,poesia,crônicas,literatura infanto juvenil),com número 800.
Não entendo,como se pode uma pessoa incompetente se achar com o direito de retirar uma classificação feita por bibliotecário!!!!Isso se chama  exercício ilegal da profissão!
Agora,me encontro ainda numa situação estarrecedora:a escola que trabalho há anos,E.E.F.M. Visconde do Rio Branco,fecha o turno noite.E o que acontece?A SEDUC,diz que é para lotar os professores no Multimeios e que o meu contrato é para trabalhar na secretaria.O que acham mais eficaz,uma professora passando nota ou uma bibliotecária?Penso,que deveria ser, uma assistente de biblioteca,como meu contrato reza,na biblioteca.
Onde vai parar nossa classe?O que os dirigentes políticos pensam?Que podem ir empurrando com a barriga a educação?Onde estão indo os jovens que saem das escolas?O que devemos fazer para que entendam que a nossa profissão é imprescidível na educação.
Peço ao Conselho de Biblioteconomia e a Associação de Bibliotecários do Ceará,que aproveitem o dia do Bibliotecário,para buscar algum retorno para a nossa Classe com o intuito de que a  mesma não continue invisível dentro deste Município,Estado e principalmente na Educação.
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O que a profissional denuncia é vivenciado em quase todo o país. Por isso a importância da Campanha que o CFB vem fazendo em pró da Biblioteca Escolar. O projeto Mobilizador em prol da biblioteca escolar, começa a ir para as ruas. Aqui em BSB, o CFB realizou uma Exposição Biblioteca Escolar: tudo começa aqui. Foi montada numa área interna, em frente da Biblioteca da Câmara Federal um modelo de Biblioteca Escolar. A Biccateca, empresa de móveis de biblioteca apoiou cedendo os móveis, o Colégio Marista cedeu uma parte do seu acervo infanto-juvenil, a ABDF, CRB1 e CFB se revezaram no atendimento ao público. Durante oito dias a biblioteca ficou montada e funcionando. Funcionários, deputados, bibliotecários e público em geral eram abordados para se falar da importância da biblioteca escolar. Crianças de colégios públicos foram ouvir histórias, ler. A idéia era mostrar e sensibilizar os deputados da importância de aprovarem as leis que favorecem a obrigatoriedade de bibliotecas escolares organizadas e com atividades de incentivo a leitura. Pois, é disto que precisam as nossas crianças. É claro que a biblioteca escola oferece muito mais como extensão da sala de aula. Acho que todos os bibliotecários e principalmente nós que estamos a frente de órgãos de classe devemos estar ao lado de iniciativas como esta do CFB. Aqui em BSB não é diferente. As bibliotecas escolares, algumas com mais de 20 000 livros no acervo, estão sendo obrigadas a retirar o nome de Biblioteca, para colocar Sala de leitura. Nosso CRB1 já notificou, a ABDF já fez reunião com o Secretaria de Educação, mas nada deu resultado. Mas, não podemos desistir, é preciso que seminários, palestras, encontros e outros eventos de divulgação sejam pensados e colocados em prática. Vamos conseguir pela insistência. Concordo com ela é preciso que se aproveite o Dia do Bibliotecário para lançar na sociedade nossa indignação com a falta de respeito com as bibliotecas brasileiras e lanço aqui um desafio para nós que no próximo ano seja feita uma mobilização nacional, liderada pelas associações de bibliotecários, principalmente, e pelos demais órgãos de classe, para realizar tais eventos voltados para discutir e denunciar a situação das bibliotecas, principalamente públicas e escolares, durante as comemorações do Dia do Bibliotecário. Mas, para isto precisamos trabalhar muito, para envolver toda a sociedade e a mídia. E dar oportunidade para que os governos informem o que estão fazendo pelas bibliotecas no seus estados e munícipios. Vamos começar a pensar no assunto. E no próximo ano tudo será diferente. A além de palestras educativas e informativas para os bibliotecários e confraternizações, estraremos também identificando as mazelas da nossa área.

Iza/ABDF

Noites mal dormidas, na preocupação de que tudo desse certo. Fiquei muito feliz com o retorno dos bibliotecários em todas as atividades tivemos um público bom. O comprometimento dos órgãos que apoiaram a Semana foi imprescindível. STJ, TSE, PR, BNB, CFB, CRB1, Senado. Tivemos colegas que vestiram a camisa, fico muito contente com isto. Eu sou assim mesmo, quando me envolvo com alguma coisa procuro dar o melhor de mim. Fui a todas as atividades representei a ABDF e os associados como é o meu dever. Desejo de coração que vocês mais jovens na profissão possam levar o barco a um destino mais glorioso. Nós bibliotecários merecemos todos os agradecimentos da sociedade, mas é preciso que a gente mostre a cara. Trabalhar em silêncio não vai nos dar a visibilidade que merecemos. O dia do Bibliotecário - 12 de março na PR foi revelador. Tanto a profª Elisabeth, como o prof. Modesto nos deram muito motivo de reflexão. A profissão depende de nós. Não há possibilidade da Academia nos entregar prontos para o mercado de trabalho. Cada um terá que fazer a sua parte, estudar sempre, atuar sempre, se mostrar sempre, criar as suas redes de relacionamento, fazer o seu destino, ter orgulho e amar o que fazemos. Eu estou satisfeita com o destino que eu construi com a ajuda de muita pessoas que passam pela minha vida profissional. Muitas decepções, muito choro, mas o saldo é muito mais positivo. Tive e tenho a visibilidade que eu mesma criei, participando do movimento associativo, defendendo a minha condição de bibliotecária, sem medo de concorrência. Aceito os parabéns em nome de todos os que fizeram da Semana do Bibliotecário/2010 um sucesso. Beijos, Iza
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