Caros Bibliotecários,
nossa profissão foi abordada no programa "Espaço Documentário", exibido pela TV Justiça, no dia 30 de maio. Realizado pelo Núcleo de Memória Histórica do Supremo Tribunal Federal, com a coordenação editorial de Pedro Del Picchia, o programa, de cerca de 30 minutos, abordou as diversas funções e papéis do bibliotecário, presente nas comunidades, bibliotecas, universidades, escolas e organizações.
Participaram: Evanda Verri Paulino CRB-8/1273, presidente do Conselho Regional de Biblioteconomia do Estado de São Paulo (CRB-8), Katharina Berg CRB-8/4980, diretora da América Latina da Associação Internacional de Biblioteconomia Escolar (IASL), Regina Fazioli CRB-8/2491, coordenadora da Biblioteca Virtual do Governo do Estado de São Paulo, Valéria Valls CRB-8/5243, coordenadora da Faculdade de Biblioteconomia e Ciência da Informação da FESPSP, e Yara Rezende CRB-8/2725, gerente de informação da Natura Cosméticos, além de vários bibliotecários.

Assista ao programa:

Parte 1: http://www.youtube.com/watch?v=vnLwXxGQoAE&feature=channel_video_title  

Parte 2: http://www.youtube.com/watch?v=RaGL4khg2AU&feature=channel_video_title   

Parte 3: http://www.youtube.com/watch?v=j2N4Nq-kUsE&feature=channel_video_title

"As bibliotecas, ao longo dos séculos, têm sido o meio mais importante de conservar nosso saber coletivo. Foram e são ainda uma espécie de cérebro universal, onde podemos reaver o que esquecemos e o que ainda não sabemos". Umberto Eco

 

Ah! Como eu gostaria de estar começando a minha vida de bibliotecária agora. Quantas ferramentas interessantes que são oferecidas pela tecnologia da informação, pela internet e pela web que facilitam o trabalho nas unidades de informação. Quantas novidades para o trabalho em bibliotecas: na segurança dos acervos, no auto-atendimento, no inventário, na reposição dos livros nas estantes  E o mobiliário? Quantos móveis bonitos, coloridos, funcionais. Os bibliotecários têm hoje mais tempo para inovar, quebrar paradigmas, conseguir trabalhar para e com o usuário. É a biblioteca entrando de vez na internet. Sem falar na possibilidade que hoje temos de utilizar um trabalho que já está pronto, catalogado, classificado e indexado. Hoje os processos técnicos já não são aplicados isoladamente e sim em cooperação. Bibliotecas em redes. Espetacular! Que maravilha! Bibliotecas que ganham nova cara, novos arranjos. Parecem mais uma grande loja de livros. Livros em destaque: best seller; literatura infantil; livros escolhidos dentro de um determinado tema. Livros arranjados com a capa bem visível para chamar a atenção do leitor. A ordem é ir em busca do leitor, como o filósofo espanhol José Ortega y Gasset disse ser uma das missões do bibliotecário. Despertar no não leitor a vontade e o interesse de ler. Bibliotecas que oferecem lugar para a leitura de lazer, conforto e beleza. Bibliotecas alugando seus espaços para conseguir recursos. E até para tomar um cafezinho! Quantas novidades e o vislumbre de muito mais novidades que virão por aí. Ah! Mas, para aproveitar de tudo isso é preciso tomarmos atitude, estarmos abertos as mudanças. As palavras chave são: agir, atualização, trabalho em grupo de forma cooperativa. Precisamos sair do chavão de que os culpados são os outros e nós somos as vítimas. A discussão apresentada no primeiro dia das comemorações pelo Dia do Bibliotecário, 22/03, na Presidência da República, deixou isso muito claro. Nós somos os responsáveis pela imagem que a profissão projeta para a sociedade, depende de nós mesmos. Os órgãos de classe, as associações, os sindicatos, apoiado pelos bibliotecários, pois, nós somos os órgãos de classe, podem e devem colaborar para que o bibliotecário tenha salários compatíveis com as suas atribuições; local de trabalho digno;  respeito as leis; e a representação da classe perante a sociedade e as autoridades competentes. Lutem pela melhoria dos serviços bibliotecários. Ficou também muito claro que é preciso conhecer a história da Biblioteconomia no Brasil e no mundo. Muitas coisas que hoje estão em evidência já eram objeto da visão de bibliotecários mestres, bibliófilos e intelectuais que deixaram um legado de bons textos sobre a biblioteconomia mundial e brasileira. Nas palestras do dia 22/03 e do dia 23/03 eles foram citados várias vezes. Entre eles: Edson Nery da Fonseca, Rubens Borba de Moares, Ortega y Gasset, Ranganathan.  Temos tudo à disposição para fazermos uma biblioteconomia nota 10. Vamos à luta.

Nas comemorações do Dia do Bibliotecário planejamos realizar uma Exposição de Ikebana – arte floral japonesa, como parte da programação do “Biblioteconomia Fazendo Arte”, evento que visa divulgar o fazer artístico dos Bibliotecários nas diferentes formas de expressão.

Convidamos os colegas para participarem.

Precisamos pensar juntos como a exposição se concretizará.

Local: Biblioteca da Presidência da República

Salão de leitura

Palácio do Planalto, Anexo 1 Superior

Período: 22 a 24/03/2011

Horário de visitação: de 08:00 às 20:00h

Montagem: 21/03 pela manhã

Desmontagem: 25/03 pela manhã

Contato: Célia Maria de Almeida

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Fone: 3411 2146

Ao findar o ano de 2010 leio duas, matérias, em dois grandes jornais, que falam em educação e sua importância para a sociedade do conhecimento. Sociedade que exige dos profissionais cada vez mais idéias e participação efetiva nas organizações. Portanto, requer, desses profissionais, uma boa formação educacional. Em uma das matéria é citado o Manifesto dos Pioneiros. Na outra cita declarações do inventor do computador pessoal e cofundador da Apple, Steve Wozniak, que considera os bons professores e as boas escolas como responsáveis pelo progresso humano. Fiquei curiosa sobre o Manifesto. E como ainda não tinha lido fui procurá-lo para tomar conhecimento do que se tratava. Trata-se do Manifesto dos Pioneiros da Educação Nova, assinado por personalidades como Anísio Teixeira, Cecília Meirelles, Roquete Pinto, Fernando de Azevedo e outros, no ano de 1932. Leio a primeira frase: "Na hierarquia dos problemas nacionais, nenhum sobreleva em importância e gravidade ao da educação." Impressionante, parece que foi escrito hoje! E continuo lendo: "Todos os professores, de todos os graus, cuja preparação geral se adquirirá nos estabelecimentos de ensino secundário, devem no entanto, formar o seu espírito pedagógico, conjuntamente, nos cursos universitários, em faculdade ou escolas normais, elevadas ao nível superior e incorporadas às universidades". Este documento tem apenas 78 anos. Ali estão as idéias do ensino integral, da melhor formação dos professores, do conceito de escola como instituição social integrada a vida da comunidade e trabalhando com ela. Como nossos presidentes, governadores e prefeitos não conseguem colocar em prática as idéias do Manifesto dos Pioneiros que se implementado, sem dúvida, colocaria o Brasil em melhores índices educacionais perante o mundo? Em Brasília, Anísio Teixeira tentou dar à Capital do Brasil um sistema educacional modelar. Propôs no Plano Educacional de Brasília em 1950 a idéia das Escolas-Classe e Escolas-Parque. Essas escolas, em tempo integral, ofereceriam uma educação inovadora, com vários setores: Setor Trabalho; Setor de Educação Física e Recreação; Setor Socializante; Setor Artístico e Setor de Extensão Cultural e Biblioteca. Neste último os alunos desenvolveriam a leitura, o estudo e a pesquisa. Que maravilha! Seguindo este modelo, sem dúvida, a escola em tempo integral, faz sentido. Mas, deixar alunos o dia inteiro na Escola sem ter se quer uma biblioteca com livros atualizados, espaço confortável, pessoal qualificado e atividades culturais, como é o caso da maior parte das Escolas públicas do DF, não vai levar à Educação que queremos para as nossas crianças e adolescentes.     


Iza Antunes Araujo - CRB1-079
Presidente da ABDF
A 29ª Feira do Livro de Brasília terminou! Foi uma Feira diferente das outras. Contou com a determinação e a vontade de realizá-la de um grupo de jovens entusiasmados, com muita vontade de acertar e que a cada obstáculo não se deixou vencer. O desafio de organizar e realizar a 29ª Feira do Livro de Brasília, no ano em que nossa Capital completa 50 anos foi vencido. As parcerias da FBN/BDB, MDA/Arca das Letras, SCGDF/Mala do Livro, MINC/PNLL/ FNDE, Biccateca, Movimento Maria Cláudia pela Paz, Corpo Diplomático de Brasília e os patrocínios da Sec. de Cultura, Educação e Turismo do GDF e da Petrobrás foram fundamentais para que a Feira acontecesse. O Espaço do Leitor, novidade da 29ª Feira do Livro de Brasília, foi bastante apreciado. Ouvi de um visitante: "Não consigo ver uma Feira do Livro sem um espaço para a leitura. Gostei da novidade." Só mesmo com muito amor e dedicação foi possível organizar uma Feira do Livro em 45 dias. Dias de angústia, preocupação, mas a determinação falou mais alto: vamos fazer acontecer a Feira do Livro/2010. A ABDF como criadora da Feira, tendo planejado, organizado e executado a 1ª Feira do Livro, em outubro de 1982, durante as comemorações dos seus 20 anos de existência, não podia permitir que a Feira não acontecesse. E junto com a Câmara do Livro de Brasília se responsabilizou pela 2ª Feira do Livro de Brasília. Agora é trabalhar no relatório da Feira e prestar contas.  

Iza Antunes Araujo - CRB1-079
Presidente da ABDF
O II Seminário Nacional de Documentação e Informação Jurídicas, promovido pela ABDF, nos dias 13, 14 e 15 de setembro de 2010, com o apoio institucional do Senado Federal, Conselho de Justiça, Superior Tribunal de Justiça, Conselho Regional de Biblioteconomia 1ª Região, Faculdade de Ciência da Informação/UnB foi sensacional! Casa lotada. Cursos lotados. A bibliotecária Edilenice, associada da ABDF, referência na área da Biblioteconomia Jurídica, presidente da comissão organizadora do evento, homenageou a primeira bibliotecária que se inscreveu no evento, do Estado de MG. Fez uma doação de seu livro "Fontes de informação para pesquisa em direito" (Ed. Briquet de Lemos) para a colega. Sem dúvida, foi uma homenagem a todos os bibliotecários que se empenharam, acima de tudo para melhorar, se atualizar e aprender. Duas colegas Lúcia Villar Lemos e Maria Eliza Loddo, aposentadas do Senado Federal, foram homenageadas e tiveram o reconhecimento do seus trabalhos pela contribuição dada a Biblioteca do Senado criando as bases de dados jurídicas, serviços e produtos da maior importância para os usuários da informação jurídica no Brasil. 16 Estados participaram do evento. Foram apresentados excelentes trabalhos. Com poucos recursos e poucos voluntários conseguimos realizar um evento com qualidade. Sem dúvida, as parcerias que conseguimos, as salas para os cursos, da Faculdade de Ciência da Informação/UnB, e o auditório e todo o apoio do Tribunal de Justiça do DF e Territórios, foi fundamental para o sucesso do evento. Contamos com voluntários, bibliotecários e estudantes de Biblioteconomia, que valeram por dois. Com determinação, comprometimento e vontade de fazer realizamos um evento que foi bastante elogiado, pelos participantes, pelos parceiros e pelos patrocinadores. Agora vamos nos preparar para 2012 quando realizaremos o III SNDIJ, no ano das bodas de prata da ABDF, 50 anos de criação.
A Biblioteca Demonstrativa de Brasília - BDB realiza mais um projeto de sucesso. Atendendo ao público dos mais vividos está oferendo cursos de Noções do uso do computador e Aprendendo a usar a internet. Uma turma de 10 alunos já se formou e mais três turmas estão programadas até o mês de novembro. É a biblioteca pública viva, fazendo parte da vida dos cidadãos. Aliás o público dos mais vividos não é muito lembrado nas nossas bibliotecas públicas. Belo exemplo que a BDB dá. Os alunos da primeira turma, que se formou no mês de agosto, saiu sabendo criar e enviar e-mails, fotografias, criando blogs e outros recursos que o uso do computador e da internet nos propicia. Pena que a BDB só possa disponibilizar 10 computadores. A procura dos cursos foi grande. A satisfação dos que se formaram foi aquela de estarem inseridos no mundo virtual. Maravilha!

Iza Antunes Araujo - CRB1-079
Presidente da ABDF
sociedade do conhecimento é caracterizada como aquela cujo desenvolvimento se realiza pelo valor do conhecimento e pelos saberes dos profissionais.
A ABDF está oferecendo uma boa oportunidade para que os profissionais bibliotecários, especialmente aqueles que trabalham com a documentação e a informação jurídica, possam compartilhar suas experiências e saberes. Sem dúvida, uma das maiores dificuldades é o compartilhamento de conhecimento que está retido nas pessoas. O II SNDIJ quer proporcionar essa troca de saberes. Quer informar o que de mais atual está sendo feito nesta área. Os serviços novos que estão sendo criados, produtos inovadores na transmissão e comunicação da informação jurídica e o resgate da memória das fontes de informação jurídica. Por outro lado, o II SNDIJ está também propiciando a criação de novos conhecimentos oferecendo cursos com especialistas competentes. Os cursos são livres, não dependendo da inscrição no II SNDIJ. O custo para participar do Seminário e dos cursos é extremamente acessível a qualquer profissional. Um dos principais sintomas de obsolencia em qualquer instituição é a falta de interesse das pessoas em se atualizarem e desejarem trocar suas experiências com outras pessoas. Não podemos como profissionais da informação parar de querer aprender.        

Iza Antunes Araujo - CRB1-079
Presidente da ABDF
Caros colegas , foi um sucesso o curso Excelência no atendimento em bibliotecas dado pela Fernanda Nahuz, nossa 1ª secretária, no sábado, dia 26/6, na sede da ABDF. O público não foi grande uma turma de 7 alunos, esperavamos 10, mas na última hora três faltaram. A avaliação pelos alunos foi muito boa. Segundo depoimentos deles esperavam mais um curso para colocar no currículo, mais a realidade foi outra. Tiveram oportunidade de reconhecer seus erros, ou hábitos adquiridos, interagiram muito. Vamos nos preparar para formar mais turmas para este curso. Penso que é uma necessidade muito grande formar bons atendentes em biblioteca, área de contato direto com a clientela da biblioteca que forma, sem dúvida, a imagem da biblioteca e da qualidade dos seus serviços prestados. Aqueles que sentirem a necessidade de treinar suas equipes, isto é, que a ABDF forme turmas exclusivas entrem em contato com o setor de recursos ou treinamento de pessoal de seus órgãos ou instituições que vamos preparar proposta. O curso pode ser dado em dois dias de 4 horas , ou como foi dado na abdf, um dia inteiro, num fim de semana ou durante a semana de trabalho. Agradeço de coração a Luciana por mais este sucesso da ABDF. Iza
Além da perda de muitas vidas as últimas chuvas nos Estados de Alagoas e Pernambuco também atingiram o patrimônio cultural destes Estados. No caso das bibliotecas e dos arquivos públicos houve uma perda muito grande de documentos. Bibliotecários alagoanos estão se movimentando para estabelecer providências urgentes no resgate desses documentos e dar proteção ao que sobrou do desastre natural. Lembro bem que ouvi falar pela primeira vez da preocupação com o resgate e proteção da herança cultural dos países durante o XXII CBBD, que aconteceu em Brasília, em julho de 2007. Durante uma Sessão Especial do XXII CBBD o Comitê Brasileiro do Escudo Azul foi discutido e dado conhecimento aos bibliotecários. O comitê brasileiro é a repercussão do Protocolo aprovado em 1999, promovido pela UNESCO criando o Comitê Internacional Escudo Azul (Blue Shield). A FEBAB e o CFB são membros fundadores do Comitê Brasileiro Escudo Azul que tem como coordenadora a bibliotecária Célia Ribeiro Zaher. Nunca o assunto foi tão importante. As chuvas já causaram perda de bibliotecas e arquivos em vários Estados brasileiros, por conta de desastres naturais. É preciso nos mobilizarmos para que os comitês regionais se instalem e que, nós bibliotecários, possamos nos tornar voluntários para ajudar o Brasil a não perder a sua memória documental. Mais informações sobre o assunto podem ser encontradas no site: www.escudoazul.arquivonacional.gov.br
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