Última sugestão discutida na reunião da diretoria do dia 7/2/07

Desenvolver, divulgar e promover o melhoramento dos serviços de biblioteca e informação, bem como a profissão de bibliotecários e garantir o acesso a informação a todos do Distrito Federal.

Exemplos de missão examinados na referida reunião:

A missão da ALA é liderar o desenvolvimento, promoção e melhoramento dos serviços de bibliotecas e informação, bem como a profissão de bibliotecários, a fim de melhorar a aprendizagem e garantir o acesso à informação para todos.

A missão da Câmara do Livro de Brasília é unir todos os que trabalham pelo livro, promovendo sua defesa e seu fomento, a difusão do gosto pela leitura, a formação de novos leitores e o desenvolvimento da economia livreira, contribuindo, assim, para o desenvolvimento cultural do Distrito Federal.

Esta é a que está valendo

MISSÃO

Promover a excelência dos serviços de biblioca, por meio do aperfeiçoamento e do reconhecimento da profissão de bibliotecário, contribuindo para dignificar a classe e para democratizar a informação para a sociedade do Distrito Federal.

Última sugestão enviada por Lucivaldo Barros, bibliotecário, advogado do Escola do Ministério Público.

Promover, divulgar e buscar a excelência dos serviços de biblioteca, documentação e informação, bem como o aperfeiçoamento e o reconhecimento da profissão de bibliotecário, visando a garantia do acesso a informação a todos cidadãos do Distrito Federal.

MISSÃO

       Promover a excelência dos serviços de biblioteca, por meio do aperfeiçoamento e do reconhecimento da profissão de bibliotecário, contribuindo para dignificar a classe e para democratizar a informação para a sociedade do Distrito Federal.

VISÃO

        A ABDF é uma associação de classe, regional, referência no Distrito Federal para bibliotecários, pessoal de apoio das unidades de informação e organizações públicas e privadas. Formenta a troca de experiências, promovendo a capacitação e atualização, com ênfase na qualidade, na ética e no profissionalismo, buscando o crescimento individual e coletivo dos profissionais.

A implantação do Programa de Gestão Administrativa da ABDF - 2006, deverá ser realizado em conjunto e de forma harmônica e participativa, tendo como base o Estatuto, o Regimento Interno da Associação, a missão e o desenvolvimento dos trabalhos técnicos, logístico e financeiro-contábil, necessários à melhoria de novos serviços.

     Através da avaliação e acompanhamento das ações, será realizada a retroalimentação do Programa tornando-o  um instrumento dinâmico e adaptável à realidade, obstáculos, modernidade e, principalmente, visando contemplar os profissionais associados ou não que voluntáriamente derem sua contribuição por meio de sugestões e engajamento nas ações do Programa. 

 

ADMINISTRAÇÃO DO APOIO LOGÍSTICO DA ABDF

 

                        ♦ Home page da ABDF

                        ♦ Redefinição do layout da ABDF

                        ♦ Revisão do Estatuto e Regimento Interno

                        ♦ Memória da ABDF

                        ♦ Aperfeiçoamento profissional

                        ♦ Boletim da ABDF (versão eletrônica)

                        ♦ Prestação de serviço especializado

                        ♦ biblioteca especializada

                        ♦ Grupo jurídico

 

                        DIRETORIA DA ABDF  - TRIÊNIO 2006/2008

               

Iza Antunes Araújo
PRESIDENTE
Maria Izabel Pimentel Araújo
VICE-PRESIDENTE
Maria Matilde Salviati
1ª SECRETÁRIA
Maria Lúcia Silva
2ª SECRETÁRIA
Miraildes Alves Regino
1ª TESOUREIRA
Marcos Sigismundo da Silva
2° TESOUREIRO

 
CONSELHO FISCAL

 - Efetivos

Josepha Sena Nery da Silva

Paz Therezinha Ribeiro de Medeiros

Geovane da Silva Coelho

- Suplentes

Ilza Leite Lopes

Íris Amaral

Antonia Motta Castro Memória Ribeiro

Associação dos Bibliotecários do Distrito Federal

      Entidade representativa da classe de bibliotecários com atuação nas áreas de Biblioteconomia, Documentação e Ciência da Informação. Criada em 18 de setembro de 1962, constitui-se numa sociedade civil de utilidade pública, pelo Decreto n° 86.668, de 30-11- 1981. Entidade sem fins lucrativos.

ASSOCIAÇÃO DOS BIBLIOTECÁRIOS DO DISTRITO FEDERAL
CGC: 00.109.942/0001-02 – CF/DF: 07.351.547/001-07
SHCGN 702/703 Bl G. Ed. Coencisa nº 49 salas 101/2
CEP - 70710-750 Brasília, DF – Tel.: (61) 3326-3835

  • 1962 - Adélia Leite Coelho
  • 1967/1969 - Adélia Leite Coelho
  • 1969/1971 - Pérola Cardoso Raulino
  • 1970/1971 - Murilo Bastos Cunha
  • 1971/1973 - Aníbal Rodrigues Coelho
  • 1973/1975 - Aníbal Rodrigues Coelho
  • 1975/1977 - Virgínia Astrid de Albuquerque Sá e Santos
  • 1977/1979 - Antônio Lisboa Carvalho de Miranda
  • 1979/1981 - Antônio Lisboa Carvalho de Miranda
  • 1982/1984 - Emir José Suaiden
  • 1985/1987 - Emir José Suaiden
  • 1988/1990 - Adelaide Ramos e Côrte
  • 1991/1993 - Rose Mary Juliano Longo
  • 1994/1996 - José de Albuquerque Moreira
  • 1997/1999 - Iza Antunes Araujo
  • 2000/2002 - Maria Eleonora Freitas Motta
  • 2003/2004 - Hyldegardes Cavalcanti Castillo de Magalhães Mello
  • 2004/2005 - Claudia Maria Lopes Valentim Taniguchi
  • 2006/2008 - Iza Antutes Araujo
  • 2009/2011 - Iza Antutes Araujo
  • 2012/2014 - Jefferson Higino Dantas
  • 2015/2017 - Ricardo Crisafulli Rodrigues
  • 2018/2020 - Luciana Lima de Oliveira

► Congregar bibliotecários e outros profissionais da informação e áreas afins promovendo o intercâmbio de informações e experiências com entidades e pessoas ligadas a área de informação;

► Promover a realização de eventos sociais e técnicos-culturais, de interesses gerais e em especial relativos à área de informação;

► Representar os associados perante os Conselhos Federal e Regionais de Biblioteconomia;

► Defender os interesses da classe de bibliotecários e promover sua inserção no mercado de trabalho;

► Prestar assessoria nas áreas de Biblioteconomia e correlatas;

► Incentivar e zelar para que seus associados cumpram o Código de Ética da profissão;

► Disseminar informações sobre a atuação da Associação, por meio de informes on-line, atendimento na sede, visitas a entidades e correspondência;

► Promover e/ou realizar pesquisas, fóruns, cursos, palestras, encontros, seminários, congressos, sobre assuntos referentes à Biblioteconomia, Documentação e Ciência da Informação.

Ignácio de Loyola Brandão - O Estado de S.Paulo
Apanhei o minissanduíche triangular de pão branco, macio, recheado com duas fatias, uma de queijo prato, outra de presunto, coloquei na boca. Desapareceram as centenas de bibliotecárias, emudeceu o som, sumiram os garçons que ocupavam o hall do Masp, apagou-se o coquetel e me vi no trem da Companhia Paulista com minha mãe desamarrando as pontas do guardanapo levemente úmido e tirando o lanche que tanto esperávamos, meu irmão Luis e eu. Farnel feito com capricho. Cada sanduíche envolto em papel impermeável que conservava o frescor do pão. Não existia papel de alumínio, o mundo era rudimentar e a indústria brasileira, incipiente. Um dia alguém há de escrever sobre como evoluímos nas pequenas coisas que nos trouxeram conforto. Na noite anterior, meu pai tinha chegado com o queijo, o presunto e o pão encomendado havia uma semana na padaria do Lima. Não existia pão de forma industrializado nem supermercados, encomendava-se nas padarias. Minha mãe limpava a mesa, colocava a toalha e preparava os sanduíches, pronta a segurar a mim e ao Luis, já que queríamos filar sorrateiramente uma fatia de presunto ou queijo. Era tudo contado. Gente remediada comia presunto somente em viagem ou quando adoecia.
Aqueles momentos voltaram durante o coquetel servido no Masp, após a homenagem do Conselho Regional de Biblioteconomia a algumas pessoas que contribuíram para este mundo essencial na cultura de qualquer país, as bibliotecas. Apanhei o meu prêmio que leva o nome de Laura Russo, a mulher que conseguiu a regulamentação da profissão em 1962 e foi diretora da Mário de Andrade, biblioteca ícone em São Paulo. Na hora de agradecer, cada um tinha dois minutos, igual ao Oscar, mas, igual ao Oscar, cada um falou quanto quis, uns menos, outros mais. Lembrei as minhas bibliotecas. A primeira, a do meu pai, sempre por mim celebrada, enorme para a época, tratando-se de um ferroviário. Nela, líamos juntos, ele e eu. A segunda, a da escola de Lourdes Prada, em Araraquara, onde fui apresentado à clássica Coleção de Contos de Fadas do Mundo, da Editora Vecchi, abrindo meu mundo.
Uma vizinha, Odete Malkomes, possuía O Tesouro da Juventude completo, mantido em uma estante fechada. Odete agia como uma espécie de bibliotecária, emprestava um volume por vez, verificava as condições do retorno, se o livro estava limpo, sem manchas, sem páginas arrancadas. Uma parente, Maria do Carmo Mendonça, tinha toda a Coleção Infantil Melhoramentos (adoraria rever aquele conjunto deslumbrante de cem livros), cujo número 1 foi O Patinho Feio. Maria do Carmo também era meio bibliotecária, emprestava, marcava o que emprestava, vigiava, pedia de volta numa data estipulada, sob pena de nunca mais emprestar, ameaça que me fazia tremer. Com ela aprendi a ler no prazo.
Não me esqueci de Marcelo Manaia, que regeu a Mário de Andrade de Araraquara (lá também tem uma) por anos. Quando ele chegou, havia uma norma moralista que determinava: os livros "fortes" deviam ficar trancados, emprestados somente a maiores de idade. Entre os "fortes" estavam Jorge Amado e Pittigrilli. Pois Marcelo, filho de um italiano consertador de sanfonas, simples, intuitivo, espírito aberto, assumiu e liberou geral, entregava Jorge Amado às moçoilas e até indicava as páginas em que havia cenas picantes. Gerações inteiras leram todos os livros legíveis que ali existiam. Livros ilegíveis? Sim! Quem ia ler a coleção da Revista dos Tribunais, imensa, em "jurídiquês" hermético?
Bibliotecas têm um cheiro especial, atmosfera própria, uma luz particular. Quanto às bibliotecárias, identifico-as pelo olhar. Olhem nos olhos delas, logo verão se gostam do que fazem. Elas têm viço, como se dizia. Levam uma chama nos olhos quando estão entre livros. Circulam pelos corredores entre estantes de modo desenvolto, em passos leves de dança. Por menor que seja a biblioteca pública, elas têm orgulho do que fazem, conhecem o papel que desempenham. Pena que ganhem tão pouco, lutem tanto para manter a dignidade e o sustento. Maria Cristina Barbosa de Almeida, agora à frente da Mário de Andrade de São Paulo - restaurada, refeita, revitalizada -, disse bem sobre a penúria das funcionárias, das gratificações que chegam atrasadas e em parcelas. Ela sintetizou a vida de bibliotecárias, que trabalham por amor aos livros, às literaturas e por nós, autores. Diante de uma bibliotecária devíamos nos curvar em reverência.
Biblioteca, ah, bibliotecas. Encerrei semana passada em Itapeva um circuito de seis cidades, nas quais falei sobre as bibliotecas públicas. Passei por Itanhaém, Eldorado, Ilha Comprida, Cananeia, Apiaí, Itapeva. Plateias maiores e menores, no meio de livros, envolvidos pelo cheiro de papel velho e papel novo, nos reuníamos em conversas informais, mostrando que literatura é prazer, não uma coisa inacessível, como querem os acadêmicos. A Viagem Literária que fiz pela terceira vez é o programa que leva escritores para 70 cidades paulistas, num total de 350 eventos, com muitas falas, perguntas, fotos em celulares, cafezinhos, sucos, bolos, biscoitos e broas de milho feitas muitas vezes pelas próprias bibliotecárias. Ao voltar, a caminho de São Paulo, vim me lembrando de uma viagem, no tempo em que a TIM levava autores pelo interior de vários Estados. Programa que acabou, uma pena. Certa vez, em Monte Carmelo, Minas Gerais, ao visitar a biblioteca na hora do almoço, encontrei-a sob os cuidados de uma faxineira, que nada sabia da localização dos livros, de autores ou de quantos volumes havia. Fiquei desanimado, pô, uma faxineira? Que descaso! Arrependi-me de meu preconceito ao conversar com ela:
- E a senhora gosta da biblioteca?
- Adoro esta hora. Todo mundo sai para comer, fico sozinha, quietinha, não preciso lavar banheiros e salas. Apanho um livro, outro, acostumei a ler. É gostoso, saio voando, esqueço o mundo. Que nunca percebam que leio os livros, se não me tiram daqui.
Não, não tirariam, o mundo não é ruim assim.

Fernando Modesto

Aos poucos um novo código de catalogação torna-se mais pronunciável na mente e na maneira do catalogador pensar a representação bibliográfica. A RDA – Recursos: Descrição e Acesso (Resource Description and Access) tende a ser amada ou odiada, pois foi projetada para substituir o Código de catalogação Anglo-Americano –  2ª edição (Anglo-American cataloguing rules, 2nd edition), conhecido pela sigla AACR2.

Leia mais em: http://www.ofaj.com.br/colunas_conteudo.php?cod=609

http://blog.kanitz.com.br/a-coragem-de-cobrar-caro.html

Meu médico me recebeu todo envergonhado pelo atraso de duas horas na consulta marcada. 

"Doutor, eu não estou irritado pela espera porque o senhor é simplesmente o melhor médico do país, e eu não sou bobo.

Prefiro esperar a consultar o segundo ou o décimo melhor especialista da área."

Isso o tranquilizou.

"Eu só acho triste que o melhor médico deste país esteja cobrando o mesmo preço que os outros, tendo de trabalhar o dobro, sem tempo para estudar e ver a família.

Eu, palestrante que sou, cobro dez vezes o preço desta sua consulta, só que nunca chego atrasado."

concordou e balbuciou a seguinte frase, que me levou a escrever este artigo.

"Tenho medo de cobrar mais do que os meus colegas. Eles ficariam com inveja, falariam mal de mim, seria um inferno."


No Brasil, a maioria dos empregados e profissionais no fundo tem medo de pedir um aumento de salário ou de cobrar mais caro.

Cobrar mais significa criar um cliente mais exigente, que irá reclamar toda vez que o serviço não corresponder ao preço.

Cobrar menos é sempre a saída mais fácil, dá muito menos problemas, menos reclamações, como no meu caso.

É preciso ter coragem para cobrar mais e assumir as responsabilidades inerentes. A maioria prefere o comodismo e a mediocridade do "preço tabelado".

Só que, se cobrar o mesmo que os colegas menos competentes, você estará roubando clientes deles, e é isso que cria inveja e maledicência.

Você estará fazendo "dumping profissional", estará sendo injusto com eles e consigo mesmo.

Eu sei que é difícil cobrar mais caro, mas alguém tem de dar o exemplo, mostrar aos outros profissionais o caminho da excelência, implantar novos padrões, como pontualidade, por exemplo.

Você será o guru da nova geração, e a inveja que terão de seu novo preço fará com que eles passem a copiá-lo.

E, à medida que seus colegas se aprimorarem, sua vantagem competitiva desaparecerá e você terá de reduzir o preço novamente ou então melhorar ainda mais seus serviços.

Somos essa sociedade atrasada porque, entre nós, cobrar caro, ganhar mais do que os outros é malvisto pelos nossos intelectuais, políticos, líderes religiosos e professores de sociologia.

O paradigma de sucesso deles é cobrar pouco.

Melhor ainda seria não cobrar, oferecendo de graça ensino, saúde, segurança, cultura, aposentadorias, remédios, comida, dinheiro, enfim.

De graça, o povo não tem como reclamar dos péssimos serviços, os alunos desses professores não têm como criticar as péssimas aulas. "De cavalo dado não se olham os dentes."

Se alguma coisa a história nos ensina é que o "tudo grátis" traz consigo a queda da qualidade dos serviços públicos, a desvalorização do serviço, o desprezo pelo povo nas filas, a exclusão social, a corrupção e a desmoralização de todos os envolvidos.


O programa Bolsa Escola foi criado no governo do PSDB como uma forma inteligente de incentivar as mães a manter os filhos nas péssimas aulas do ensino público. Quando o estímulo deveria ser aulas interessantes a que nenhum aluno curioso iria faltar.

Nós administradores já descobrimos há tempos que refeições grátis para funcionários não são valorizadas, e a qualidade despenca.

Por isso, cobramos algo simbólico, 10% a 20% de seu valor.

Se o ensino fosse cobrado, em pelo menos 10% do valor, teríamos pais de alunos reclamando do péssimo ensino público e gerando pressão por melhoria e redução de custos.

Dizer que nem isso dá para pagar é mentira – 10% não chegariam a 20 reais por mês.

Tem muito pai que faria trabalho extra pelo orgulho de saber que foi ele quem custeou a educação dos filhos, e não a caridade estatal.

Se temos falta de recursos em educação, por que não cobrar pelo menos 10% do valor? Seria falta de coragem ou simplesmente vergonha? 

Precisamos mudar a mentalidade deste país, uma mentalidade que incentiva a mediocridade, e o medo de cobrar pelos serviços, por óbvias razões.

Se você acha que cobrar caro e ficar rico é politicamente incorreto, como muitos professores têm ensinado por aí, doe o adicional pelo meu site www.filantropia.org

Ou então passe a trabalhar menos, volte para casa mais cedo e curta sua família.

Mas não faça a opção pela pobreza, não tenha medo de cobrar cada vez mais.

Caso contrário, continuaremos pobres e medíocres para sempre.

Stephen Kanitz é formado pela Harvard Business School (www.kanitz.com.br)

Editora Abril, Revista Veja, edição 1979, ano 39, nº 42, 25 de outubro de 2006, página 28

Página 51 de 57