Palestrantes: 

Ana Karla Correia Teixeira Dubiela, Edmilson Caminha e Eucanaã Ferraz

Data

11 de novembro, das 14h30 às 17h30

Auditório Freitas Nobre

Anexo IV, subsolo, Câmara dos Deputados

 

Na próxima segunda-feira, 11 de novembro, a Agência Brasileira do ISBN fará uma atualização muito positiva para as editoras cadastradas na instituição: vai ao ar um novo sistema online, em que será possível solicitar e acompanhar o registro do ISBN de modo totalmente eletrônico, sem necessidade de procedimentos manuais, como o envio de formulários impressos e comprovantes de pagamento pelo correio.

De acordo com a legislação do livro no Brasil, todos os livros publicados e distribuídos no país precisam receber um número ISBN para registro e catalogação. Até agora, o único procedimento possível para registrar ISBNs, para a grande maioria das editoras cadastradas na Agência, era através do envio, pelo correio, de um formulário impresso. Embora o método vá continuar, agora a editora poderá optar por um procedimento totalmente eletrônico, mais prático, rápido e econômico.

Estamos aguardando um acesso ao sistema, para apresentarmos a novidade aos leitores do Revolução eBook e explicar como ela funcionará na prática, uma vez que muitos autores (e editores) nos escrevem regularmente com dúvidas a respeito da designação de ISBNs para ebooks.

Enquanto isso, confira mais detalhes sobre esta ótima novidade, na entrevista que fizemos com a chefe da Agência Brasileira do ISBN, Andréa Coêlho de Souza:

Revolução – A Agência está implantando um sistema online para os pedidos de ISBN, como está ocorrendo a transição?

Andréa Coêlho de Souza – A transição já vem ocorrendo internamente na Agência há 2 meses, que correspondente a 1ª fase. Como o novo sistema está passando por ajustes, podem acontecer alguns atrasos eventuais nos serviços, no qual os editores já foram comunicados através do site da Agência. Novamente reiteramos nossas desculpas e pedimos a compreensão de todos, pois toda mudança requer um pouco de paciência. A próxima fase será o lançamento de um novo site da Agência.

Revolução - Qual o cronograma da expansão desta nova sistemática, para as demais editoras?

Andréa - No dia 4/11 11/11– 2ªf, o sistema online já estará disponibilizado para todas as editoras, através de um novo site da Agência. O modo atual, correio, permanecerá, também neste novo site. Fica a critério do editor escolher o online ou correio.

Revolução – Como funcionará o novo sistema?

Andréa – Os editores poderão solicitar os serviços, fazer o pagamento (boleto bancário) e acompanhar a solicitação através da internet. O processo atual, via correio, permanecerá.
O editor é livre para escolher a opção que melhor lhe convier: on line ou correios.

Revolução - Quais benefícios você visualiza com a nova sistemática, tanto para a Agência, quanto para as editoras?

Andréa – Para a Agência o sistema on line era uma promessa da atual administração para com os editores. O benefício é que os editores vão reduzir gastos com correio e tempo de envio.
Lembramos que o processo de envio do serviço executado pela Agência para os editores [a entrega dos ISBNs] já era on line desde o ano de 2007.

Revolução - A Agência verifica um aumento no número de registros de ISBN, por conta da publicação de ebooks?

Andréa – Este aumento estava sendo gradativo, mas, nos dois últimos anos ele vem crescendo. Algumas editoras estão se cadastrando na Agência somente para editar e-books.

IFLA tornou-se signatária dos Princípios Internacionais sobre a Aplicação dos Direitos Humanos para a vigilância das comunicações .

O documento explicita como a atual legislação de direitos humanos se aplica a vigilância digital moderna e dá aos grupos da sociedade civil, legisladores e observadores uma referência para medir as práticas de vigilância dos estados em relação aos padrões de direitos humanos estabelecidos há muito tempo. Ele contém 13 princípios que já foram aprovados pelas mais de 260 organizações de 77 países .

A IFLA está trabalhando em questões de privacidade para as biblioteca como parte de sua iniciativa -chave 1, e durante 2014 a Comissão de FAIFE estará trabalhando com a American Library Association, CILIP e outros parceiros para refletir e rever as políticas existentes da IFLA , como o Manifesto Internet IFLA, tão recentemente discutido no Fórum de Governança da Internet em Bali.

Revelações de vigilância do governo e a criação de um novo ambiente para a discussão dos direitos humanos online. A comunidade de bibliotecas deve estar preparada para se envolver nesta discussão e garantir que os princípios fundamentais da biblioteca são defendidos quando nós fornecemos acesso à Internet para os nossos usuários .

Os Princípios estão disponíveis para serem assinados por associações de bibliotecas e instituições interessadas . Mais informações e a versão completa dos Princípios pode ser encontrada aqui : https://en.necessaryandproportionate.org/text

Síntese dos 13 princípios :

· Legalidade : Qualquer restrição ao direito à privacidade deve ser prescrito por lei.

· Objectivo legítimo : Leis só deve permitir a vigilância das comunicações pelas autoridades dos Estados especificados para atingir um objetivo legítimo que corresponde a um interesse jurídico predominantemente importante que é necessário em uma sociedade democrática.

· Necessidade : as leis que permitem a vigilância de comunicações por parte do Estado devem limitar vigilância ao que é estrita e comprovadamente necessário para atingir um objetivo legítimo .

· Adequação : Qualquer instância de vigilância das comunicações autorizada por lei deve ser adequada para cumprir o objetivo legítimo específico identificado .

· Proporcionalidade : Decisões sobre a vigilância das comunicações devem ser feitas através da pesagem do benefício a ser alcançado contra os danos que seriam causados aos direitos dos usuários e de outros interesses conflitantes.

· Autoridade judicial competente: determinações relacionadas à vigilância das comunicações devem ser feitas por uma autoridade judiciária competente, que é imparcial e independente.

· Devido processo : os Estados devem respeitar e garantir os direitos humanos dos indivíduos , garantindo que os procedimentos legais que regem qualquer interferência com os direitos humanos estão devidamente enumerados na lei, consistentemente praticada , e disponível para o público em geral.

· Notificação do Usuário: Os indivíduos devem ser notificados de uma decisão que autoriza a vigilância das comunicações com o tempo e informações suficientes que lhes permitam recorrer da decisão , e devem ter acesso aos materiais apresentados em apoio do pedido de autorização.

· Transparência : Os Estados devem ser transparentes sobre o uso eo alcance das técnicas e poderes de vigilância das comunicações.

· Supervisão Pública : Os Estados devem estabelecer mecanismos de supervisão independentes para garantir a transparência ea prestação de contas de vigilância das comunicações .

· Integridade das comunicações e sistemas : os Estados não devem obrigar os prestadores de serviços ou fornecedores de hardware ou software para a construção de vigilância ou monitoramento de recursos em seus sistemas , ou para coletar ou reter informações.

· Garantias de cooperação internacional : tratados de assistência jurídica mútua ( MLAT ) celebrados por Estados devem assegurar que , onde as leis de mais de um Estado podem se aplicar a vigilância das comunicações , o padrão disponível com o maior nível de proteção para os usuários deve ser aplicado.

·Salvaguardas contra o acesso ilegítimo : Os Estados devem promulgar legislação criminalizando vigilância das comunicações ilegais por agentes públicos e privados .

Fonte: http://www.ifla.org/node/8103

 Palacio de Convenciones de La Habana, Cuba, 14 al 18 de abril de 2014

Lema general: “Información: Integración, transformación.

 Temáticas:

Tendencias actuales en la organización de información en bibliotecas y
archivos : normalización, RDA, catalogación y metadatos, políticas de
catalogación, control de autoridades y vocabulario controlado.

Participación de programas cooperativos en el procesamiento
Bibliográfico y control de calidad de la información.

Cooperación bibliotecaria para el desarrollo de las colecciones en las
Instituciones.

Casa de las Américas
Biblioteca
Comité Organizador


ACCART, J. P. Serviço de referência: do presencial ao virtual. Brasília, DF: Briquet de Lemos/Livros, 2012.

ALMEIDA, M. C. B. de. Planejamento de bibliotecas e serviços de informação. 2. ed. rev. e ampl. Brasília, DF: Briquet de Lemos/Livros, 2005.

ALVARES, L. (Org.). Organização da informação e do conhecimento: conceitos, subsídios interdisciplinares e aplicações. São Paolo: B4 Ed., 2012.

AMARAL, S. A. do. Marketing: abordagem em unidades de informação. Brasília, DF: Thesaurus, 1998.

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ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. Normas sobre documentação. Rio de Janeiro, 1989-2012.

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CAMPELLO, B. S.; CAMPOS, C. M. Fontes de informação especializada: características e utilização. Belo Horizonte: Ed. UFMG, 1993.

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SOUTO, L. F. Informação seletiva, mediação e tecnologia: a evolução dos serviços de disseminação seletiva da informação. Rio de Janeiro: Interciência, 2010.

SOUZA, S. de. CDU: como entender e utilizar a 2ª. Edição-Padrão Internacional em língua portuguesa. Brasília, DF: Thesaurus, 2009.

TAMMARO, A. M.: SALARELLI, A. A biblioteca digital. Brasília, DF: Briquet de Lemos 2008.

TARAPANOFF, K. Técnicas para tomada de decisão nos sistemas de informação. 2. ed. Brasília, DF: Thesaurus, 2000.

VALENTIM, M. (Org.). Gestão da informação e do conhecimento no âmbito da ciência da informação. São Paulo: Polis: Cultura Acadêmica, 2008.

VERGUEIRO, W. Seleção de materiais de informação: princípios e técnicas. 3. ed. Brasília, DF: Briquet de Lemos/Livros, 2010.

WEITZEL, S. da R. Elaboração de uma política de desenvolvimento de coleções em bibliotecas universitárias. 2. ed. Rio de Janeiro: Interciência; 
Niterói: Intertexto, 2013.
 
Fonte: UniversidicasBlog

As bibliotecas do Araretama e Vereador Rômulo Campos D´Arace, no Bosque da Princesa, já receberam as ações, nos dias 2 e 8, respectivamente. O evento continua nas próximas quarta (16) e quinta-feira (17).

Estão sendo realizadas contação de histórias diversas e diferentes brincadeiras para as crianças, mesclando o prazer das brincadeiras com o mundo mágico da leitura. De acordo com a coordenadora de bibliotecas, o evento está sendo muito bom. “A equipe da Brinquedoteca é muito competente, as crianças ficam fascinadas com as histórias e as brincadeiras. Nosso objetivo, como sempre, é o estimulo da leitura através das atividades lúdicas e estamos conseguindo”, afirmou. 

No Araretama, foram atendidas as crianças das escolas municipais Elias Bargis e Madalena Caltabiano. No Bosque, os alunos do Colégio Ideal, Colégio Aprendiz, Colégio Mestre e Salesianos.

No dia 16, a Brinquedoteca irá, no período da manhã, na Biblioteca do Sesi e, à tarde, na Biblioteca do  Castolira, para realizar atividades com os alunos das escolas municipais João Fleury e Abdias Júnior. Para encerrar, no 17, a Biblioteca de Moreira César receberá as meninas da Brinquedoteca no período da manhã e a Biblioteca da Vila São Benedito no período da tarde, atendendo os alunos do Projeto Jataí e da escola municipal Serafim Ferreira.

Ao todo, mais de 200 crianças estão sendo beneficiadas com essa ação.

Créditos: Vale News http://valenews.com.br/geral/16809-em-pinda-bibliotecas-do-araretama-e-bosque-recebem-brinquedoteca.html#ixzz2hpGYuA00

A EIFL é uma organização internacional sem fins lucrativos com base na Europa. Eles trabalham com bibliotecas ao redor do mundo para garantir o acesso sustentável à informação digital de alta qualidade para pessoas em países em desenvolvimento. (http://www.eifl.net/who-we-are)
Para estimular e dar destaque a novas iniciativas, a EIFL criou um prêmio para bibliotecas públicas e comunitárias que estão usando tecnologia de informação e comunicação (TIC) de maneiras criativas para melhorar a vida da comunidade em que atuam. Por criativo, entenda-se idéias novas, incomum, não-tradicional e imaginativa que atendam às necessidades da comunidade.(http://www.eifl.net/news/new-award-creative-use-ict-public-libraries)

Hoje as TIC contribuem para todos os aspectos da vida e muitas bibliotecas estão oferecendo acesso gratuito a computadores e à internet, formação em TIC e ensino de habilidades e-alfabetização valiosos.Estes serviços são extremamente importantes, mas este prêmio  busca bibliotecas cujos serviços TICfazerem mais do que isso.

Não serão considerados projetos de TICs que fornecem apenas:
1) O acesso público à internet; 
2) TIC treinamento de habilidades;
3) catálogos de bibliotecas automatizadas e sistemas de gerenciamento de bibliotecas;
4) digitalização de acervos bibliográficos.


Quem pode participar?
Para participar no concurso, você deve atender a todos os seguintes critérios:

Você deve ser uma biblioteca pública ou na comunidade.
A biblioteca deve estar em um países em desenvolvimento  
Você deve ter utilizado tecnologias de informação e comunicação (TIC) para implementar o serviço que você está enviando.
O serviço deveria ter começado a partir de janeiro de 2010.
O serviço deve estar operacional no momento da aplicação.

Até quando você pode participar? 
O prazo final é 30 de outubro de 2013.

Os projetos deverão ser escritos em espanhol, francês, inglês ou russo.

O que você vai ganhar?

Cada vencedor receberá EUA $ 1500, e
Publicidade internacional - EIFL-PLIP irá compartilhar sua história amplamente através de seus canais de publicidade.

Número de prêmios
Haverá mais de um premiado - o número de premiados vai depender da qualidade e diversidade dospedidos recebidos.

PARTICIPEM !!!!

O MEDIADOR DE LEITURA
Sueli Bortolin

Esse tema tem me acompanhado por muitos anos... Ou será que sou eu que o persigo há vários anos? Esse interesse pode ser explicado pela preocupação que tenho em destacar a importância desse personagem (mediador) na vida de cada leitor. Eu defino mediador como aquele indivíduo que aproxima o leitor do texto. Em outras palavras, o mediador é o facilitador desta relação. E como intermediário de leitura, o mediador encontra-se em uma situação privilegiada, pois tem nas mãos a possibilidade de levar o leitor a infinitas descobertas.

Mas, quem pode mediar leitura? Afirmo com convicção que: os familiares, os professores, os bibliotecários, os escritores, os editores, os críticos literários, os jornalistas, os livreiros, os tradutores, os webdesigners, e até os amigos que nos emprestam um livro ou indicam um CD-ROM e uma página literária na Internet. Porém, os mediadores que mais se destacam são os familiares, os professores e os bibliotecários; e estes precisam estar conscientes da responsabilidade que têm.

Os familiares deveriam ser os primeiros mediadores de leitura, pois são os primeiros elos da criança com o mundo; entretanto os pais e demais membros da família, em geral, não têm a dimensão da influência que podem exercer sobre as crianças, no sentido de motivá-las à leitura. Assim, aos pais, em especial, cabe a tarefa de aproximar a criança do texto, pois o gosto pela leitura “[...] deve ser adquirido no período em que se está ainda no processo de aquisição da linguagem oral [...]”(POSTMAN, 1999, p.90). Ou seja, no período em que as crianças estão mais flexíveis, inquietas, curiosas e desejosas de aprender o novo; portanto, desprendidas de conceitos e preconceitos, interessando-se em explorar tudo que está ao seu redor. Este é um período em que se deve aproveitar para estreitar a convivência com o texto literário; porém, infelizmente, nem sempre as condições econômicas do brasileiro permitem a ele a inclusão do livro, de um CD-ROM ou da Internet no orçamento familiar, resultando que a maioria passa toda uma vida, sem nunca ter comprado sequer um jornal.

Desta forma, se a família não tem condições (econômicas e culturais) de cumprir a tarefa de mediadora da leitura, as escolas, de maneira precária ou de forma enriquecida, tentam fazer esta mediação.

Assim, o professor é encarregado compulsoriamente de aproximar o educando da leitura; porém, é fundamental que ele faça esta mediação, mostrando o texto como algo prazeroso e não como instrumento de avaliação e tarefa. Além disto, se o professor não for [...] “crítico, sensível, consciente e um bom leitor, jamais poderá passar o prazer do texto, literário ou não literário” (JOSÉ, 1992, p.203). É preciso ler com gosto, porém, o que acontece quotidianamente é que, muitas vezes, o professor não tem tempo para refletir que o seu papel “[...] na intermediação do objeto lido com o leitor é cada vez mais repensado: se, da postura professoral lendo ‘para’ e/ou ‘pelo’ educando, ele passar a ler ‘com’, certamente ocorrerá o intercâmbio das leituras, favorecendo a ambos, trazendo novos elementos para um e outro” (MARTINS, 1983, p.33).

E assim o leitor, além de se cumpliciar com o autor e os personagens, tem no professor também um cúmplice; isto é, se o professor estiver disposto a compartilhar com ele a leitura/as leituras.

Da mesma forma, esperamos que isto também ocorra com o bibliotecário. Vou colocar nesta conversa a “voz” da minha querida amiga Maria Helena T. C. de Barros, ex-orientadora do mestrado (ex? será que existe ex-orientadora?). Para ela “[...] mediar leitura, na biblioteca, significa fazer fluir material de leitura até o leitor, eficiente e eficazmente, formando e preservando leitores. Significa uma postura ativa, de acordo com uma biblioteca moderna e aberta”.

Tamanha responsabilidade deve ser interpretada pelos mediadores como um desafio constante, pois o papel que eles desempenham na motivação de leitura pode interferir com maior ou menor profundidade na formação dos leitores de uma coletividade. Portanto, os mediadores interessados em uma mediação eficiente, devem ser empáticos; para que posicionados no lugar do outro (leitor), possam percebê-lo com maior nitidez.

E para terminar nossa conversa de maneira apetitosa, resgato a alegoria que Paulo Freire faz a respeito da leitura e que serve como reflexão aos mediadores:

Ler é como chegar a uma horta e saber o que é cada planta e para que ela serve. Quem não sabe nada de “ler horta”, entra dentro dela e só vê um punhado de plantas de mato. Um monte de plantas diferentes, mas parecendo que é tudo igual. Quem não aprender a “ler” a horta, a conhecer os seus segredos, não sabe o que é cada uma, como é que se prepara cada uma, com o que é que se come (BRANDÃO, 2005, p. 49).


E quem não ensina a ler a horta, como fica?

Resposta: perde tempo e não podemos perder tempo, precisamos cultivar a terra brasileira!


Sugestões de Leitura:

BARROS, Maria Helena Toledo Costa de. Leitura do adolescente: uma interpretação pelas bibliotecas públicas do Estado de São Paulo - pesquisa trienal. Marília: UNESP, 1995.

BRANDÃO, Carlos Rodrigues. Paulo Freire, o menino que lia o mundo: uma história de pessoas, de letras e de palavras. São Paulo: Editora UNESP, 2005.

JOSÉ, Elias. Minando o terreno. In: CONGRESSO DE LEITURA DO BRASIL, 8, 1991, Campinas. Anais... Campinas, 1992. p.201-204.

MARTINS, Maria Helena. O que é leitura. São Paulo: Brasiliense, 1983.

POSTMAN, Neil. O desaparecimento da infância. Rio de Janeiro: Graphia, 1999.

SILVA, Ezequiel Theodoro da. O bibliotecário e a formação do leitor. Leitura: teoria & prática, Campinas, v.6, n.10, p.5-10, dez. 1987.


FONTE: www.ofag.com.br
Sobre Sueli Bortolin
Doutora e Mestre em Ciência da Informação pela UNESP/ Marília. Professora do Departamento de Ciências da Informação do CECA/UEL - Ex-Presidente e Ex-Secretária da ONG Mundoquelê.

Quarta, 02 Outubro 2013 13:12

SNDIJ/2013

Seminário Nacional de Documentação e Informação Jurídicas 2013

Os anais do Seminário faz parte dos Anais do CBBD disponível no endereço http://portal.febab.org.br/anais/issue/current

Conte a sua história e concorra a US$ 1.500,00 !!
http://www.eifl.net/eifl-plip-innovation-award/award-6

A EIFL é uma organização internacional sem fins lucrativos com base na Europa. Eles trabalham com bibliotecas ao redor do mundo para garantir o acesso sustentável à informação digital de alta qualidade para pessoas em países em desenvolvimento. (http://www.eifl.net/who-we-are)

Para estimular e dar destaque a novas iniciativas, a EIFL criou um prêmio para bibliotecas públicas e comunitárias que estão usando tecnologia de informação e comunicação (TIC) de maneiras criativas para melhorar a vida da comunidade em que atuam. Por criativo, entenda-se idéias novas, incomum, não-tradicional e imaginativa que atendam às necessidades da comunidade.(http://www.eifl.net/news/new-award-creative-use-ict-public-libraries)

Hoje as TIC contribuem para todos os aspectos da vida e muitas bibliotecas estão oferecendo acesso gratuito a computadores e à internet, formação em TIC e ensino de habilidades e-alfabetização valiosos. Estes serviços são extremamente importantes, mas este prêmio busca bibliotecas cujos serviços TIC fazerem mais do que isso.

Não serão considerados projetos de TICs que fornecem apenas:
1) O acesso público à internet;
2) TIC treinamento de habilidades;
3) catálogos de bibliotecas automatizadas e sistemas de gerenciamento de bibliotecas;
4) digitalização de acervos bibliográficos.


Quem pode participar?
Para participar no concurso, você deve atender a todos os seguintes critérios:

Você deve ser uma biblioteca pública ou na comunidade.
A biblioteca deve estar em um países em desenvolvimento
Você deve ter utilizado tecnologias de informação e comunicação (TIC) para implementar o serviço que você está enviando.
O serviço deveria ter começado a partir de janeiro de 2010.
O serviço deve estar operacional no momento da aplicação.

Até quando você pode participar?
O prazo final é 30 de outubro de 2013.

Os projetos deverão ser escritos em espanhol, francês, inglês ou russo.

O que você vai ganhar?

Cada vencedor receberá EUA $ 1500, e
Publicidade internacional - EIFL-PLIP irá compartilhar sua história amplamente através de seus canais de publicidade.

Número de prêmios
Haverá mais de um premiado - o número de premiados vai depender da qualidade e diversidade dos pedidos recebidos.

PARTICIPEM !!!!

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